quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Fisioterapia
Paralisia Cerebral
— Siomara
“A Paralisia Cerebral (PC) embora esteja no ítem “Doenças Neurológicas Infantis” não é uma patologia em sí, podendo ser descrita como distúrbio ou dano cerebral não progressivo que ocorre durante desenvolvimento fetal ou da criança, e que pode acarretar desordens do desenvolvimento, do movimento e da postura, causando limitação das atividades.
As desordens motoras da Paralisia Cerebral são freqüentemente acompanhadas por distúrbios de sensibilidade, cognição, comunicação, percepção e/ou comportamento (Rosenbaum et al., 2005).
Classificação
A lesão cerebral atinge de forma difusa o cérebro ainda não amadurecido com intensidade diversa e incalculável. No entanto, o cérebro nesta idade é mais plástico (ver texto sobre plasticidade cerebral), podendo equilibrar de forma parcial, porém falha, funções que também não é possível quantificar resultando daí uma multiplicidade de quadros patológicos com diferentes representações clínicas (Flehmig, 2005).
Os tipos de PC usualmente encontrados são caracterizados por distúrbios motores e posturais, podendo ser classsificados:
Quanto a distribuição dos sintomas e sinais motores:
- Diplegia / Diparesia: caracterizado por comprometimento motor total ou parcial e alteração de *tono predominante nos membros inferiores, sendo os superiores pouco atingidos.
- Hemiplegia / Hemiparesia: caracterizado por acometimento motor total ou parcial e alteração do *tono muscular simétrico ou assimétrico de um hemicorpo.
- Tetraplegia / Tetraparesia: é o tipo mais freqüente e grave de PC, acometendo simétrica ou assimetricamente os quatro membros. As manifestações clínicas são, em geral, observadas desde o nascimento, não seguindo as etapas normais do desenvolvimento neuromotor.
Quanto ao tipo de movimento e da característica do tono muscular:
- Forma Hipotônica: caracteriza-se por uma diminuição do tono muscular.
- Formas Discinéticas: caracterizada por movimentos involuntários, além de tono muscular flutuante particularmente durante as tentativas de movimento.
- Forma Atáxica: formas raras de PC, manifestando-se por **ataxia axial e/ou apendicular com tono muscular flutuante.
- Forma Espástica: caracterizada pelo aumento simétrico ou assimétrico do tono muscular. A maioria apresenta uma incapacidade de ativar e controlar os músculos para produzir um movimento voluntário, pois os músculos que estão super ativos em contração constante diminuem de comprimento, tornando-se cada vez mais encurtados e os músculos opostos mais alongados, diminuindo a sua capacidade de produção de força (Iwabe, 2003).
Distúrbios Associados
A PC é geralmente acompanhada por outros distúrbios da função cerebral. Anomalias oculares, disfunções comportamentais e emocionais, alterações da fala e linguagem, retardo mental e epilepsia.
Diagnóstico precoce e diferencial
O diagnóstico precoce e diferencial é realizado principalmente com base na avaliação clínica associado a achados radiológicos após excluir outras patologias. A análise do histórico pré, peri e pós-natal suspeitos, atraso psicomotor, sinais neurológicos positivos, persistência ou assimetria de reflexos primitivos, reações posturais anormais divergentes podem auxiliar no diagnóstico precoce de PC.
As modalidades de imagens podem ser classificadas em estruturais, baseadas em dados anatômicos (tomografia computadorizada e ressonância magnética) ou funcionais, baseadas em dados fisiológicos ou metabólicos (tomografia computadorizada com emissão de fóton único-SPECT e tomografia de emissão de pósitrons – PET)(Iwabe, 2003).
Prognóstico
O prognóstico está relacionado ao tipo clínico da PC, déficit intelectual, deficiência sensorial e ajuste socioeconômico-emocional. Da mesma forma, índice de ***Apgar igual ou inferior a 3 no 10º minuto está associado a um risco de 50% de PC; entretanto, mesmo nesses lactentes, mais de 40% não a desenvolvem, pois apresenta somente o evento único de índice de Apgar baixo.
Equipe Multidisciplinar
A avaliação e intervenção de uma equipe multidisciplinar com Psicólogo, Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional, Fonoaudiólogo, Neurologista e Ortopedista, entre outros, deve ocorrer e o mais precoce possível. Terapias complemetares como Hidroterapia e Equoterapia devem ser consideradas.
* Tônus: Estado de tensão ou contração do músculo em repouso.
* * Ataxia: decomposição de movimento, ou incoordenação e imprevisão nos movimentos, provocando deficiência na suavidade dos mesmos.
***O Índice de Apgar consiste na avaliação de 5 sinais objetivos do recém-nascido no primeiro, quinto e décimo minutos após o nascimento, sendo utilizado para avaliar as condições dos recém-nascidos. Os sinais avaliados são: freqüência cardíaca, respiração, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. O somatório da pontuação (no mínimo zero e no máximo dez) resultará no Índice de Apgar.
Referências bibliográficas
Flehmig I. Texto e atlas do desenvolvimento normal e seus desvios no lactente – diagnóstico e tratamento precoce do nascimento até o 18º mês. São Paulo: Atheneu; 2005. 316p.
Iwabe C. Análise da correlação entre o tono muscular, força muscular e as funções motoras em crianças com paralisia cerebral tetraparética espástica devido lesões hipóxico-isquêmicas [Dissertação]. Campinas (SP): Universidade Estadual de Campinas; 2003.
Rosenbaum P, Dan B, Leviton A, Paneth N, Jacobsson B, Goldstein M, et al. The definition of cerebral palsy. In: Proposed definition and classification of cerebral palsy, April 2005. Developmental Medicine & Child Neurology 2005; 47: 571-76
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
HIDROTERAPIA APLICADA À PARALISIA CEREBRAL ESPÁSTICA...
1) HIDROTERAPIA APLICADA À PARALISIA CEREBRAL ESPÁSTICA
1.1 INTRODUÇÃO
"A Paralisia Cerebral afeta os movimentos e a postura e é causada por uma lesão cerebral fixa, não progressiva, que ocorre antes, durante, ou depois do nascimento. O dano cerebral numa Paralisia Cerebral não é reversível, produzindo incapacidade física pelo resto da vida.
A Paralisia Cerebral classifica-se como:
* Atáxica (1% dos casos) na qual ocorre hipotonia e incapacidade motora;
* Atetóide (20% dos casos), onde ocorre hipotonia na primeira infância. O sinal diagnóstico precoce é a postura anormal da mão quando a criança tenta atingir um objeto. Há presença de movimentos involuntários anormais;
* Espástica (75% dos casos) e na qual daremos ênfase, ocorre hipertonicidade, hiperreflexia e persistência anormal dos reflexos neonatais, pernas em tesoura, posturas anormais dos membros e contraturas, dificuldade de deglutição e salivação excessiva (Monteggia, 2003).
Apesar do notável avanço médico, a incidência da Paralisia Cerebral não está diminuindo, sendo que 1, em cada 500 crianças, é afetada pela enfermidade.
O tratamento da Paralisia Cerebral varia com a idade do paciente e há muitas opções disponíveis, em certos casos são necessários tratamentos cirúrgicos (na área de ortopedia), uso de medicamentos (relaxantes musculares) e de aparelhos ortopédicos.
Apesar de sua incidência não estar diminuindo, o reconhecimento da paralisia cerebral e a intervenção terapêutica precoce têm mostrado bons resultados na melhora das competências motoras, cognitiva e social, facilitando a adaptação da família à deficiência da criança. Baseados nestes resultados, nos efeitos terapêuticos da água e no fato de que para um determinado grupo de crianças portadoras da doença, a hidroterapia é muito mais benéfica do que tratamentos fisioterápicos realizados dentro de um hospital ou centro de reabilitação, realizamos o presente trabalho afim de elaborar uma sessão hidroterapêutica para a reabilitação motora de pacientes portadores de Paralisia Cerebral Espástica.
2 DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO
2.1 CONCEITO
“Paralisia cerebral é uma dificuldade de controle neuromotor (nervo e músculo). É o resultado de um dano ao cérebro que ele amadureça completamente.”
“O termo paralisia cerebral (PC) é usado para definir qualquer desordem caracterizada por alteração do movimento secundária a uma lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento.”
“É o resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo Cerebral quer dizer que a área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra Paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e coordenação motora, dos portadores da condição especial de ser e estar no mundo.”
“A Paralisia Cerebral é um distúrbio que afeta a postura e o movimento devido a uma encefalopatia estática (não progressiva), tendo a lesão cerebral ocorrido no período pré-natal, perinatal ou na infância precoce. Sua característica básica é o retardo do desenvolvimento motor, no entanto, a maioria das crianças são adicionalmente deficientes mentais, apresentam crises convulsivas e comprometimento cognitivo, sensorial, visual e auditivo. A dificuldade na fala é freqüente (disartria).”
“É uma deficiência permanente que requer da criança, dos pais, da família e da sociedade muitas adaptações.”
2.2 FISIOPATOLOGIA
O cérebro comanda as funções do corpo. Cada área do cérebro é responsável por uma determinada função, como, os movimentos dos braços e das pernas, a visão, a audição e a inteligência. Uma criança com Paralisia Cerebral pode apresentar alterações que variam desde leve incoordenacão dos movimentos ou uma maneira diferente para andar até inabilidade para segurar um objeto, falar ou deglutir.
O desenvolvimento do cérebro tem início logo após a concepção e continua após o nascimento. Ocorrendo qualquer fator agressivo ao tecido cerebral antes, durante ou após o parto, as áreas mais atingidas terão a função prejudicada e dependendo da importância da agressão, certas alterações serão permanentes caracterizando uma lesão não progressiva.
Dentre os fatores potencialmente determinantes de lesão cerebral irreversível, os mais comumente observados são infecções do sistema nervoso, hipóxia (falta de oxigênio) e traumas de crânio. O desenvolvimento anormal do cérebro pode também estar relacionado com uma desordem genética, e nestas circunstâncias, geralmente, observa-se outras alterações primárias além da cerebral. Em muitas crianças, a lesão ocorre nos primeiros meses de gestação e a causa é desconhecida.
Quando a lesão está localizada na área responsável pelo início dos movimentos voluntários, trato piramidal, o tônus muscular é aumentado, isto é, os músculos são tensos e os reflexos tendinosos são exacerbados. Esta condição é chamada de paralisia cerebral espástica.
A espasticidade se refere a um aumento do tônus ou da tensão de um músculo. Normalmente, os músculos devem ter um tônus suficiente para manter a postura, ou o movimento, contra a força da gravidade, proporcionando, ao mesmo tempo, a flexibilidade e a velocidade de movimento. O comando para esticar o músculo, ou aumentar o seu tônus, vai para a medula espinhal através dos nervos que vêm daquele músculo.
Estes nervos são chamados de “fibras nervosas sensoriais” por informarem a medula o quanto de tônus o músculo tem. O comando para flexionar, ou reduzir o tônus muscular, vai para a medula espinhal através dos nervos no cérebro. Estes dois comandos devem ser bem coordenados na medula, para que o músculo trabalhe bem e facilmente, ao mesmo tempo que mantém a força.
Uma pessoa apresenta a Paralisia Cerebral porque ela sofreu uma lesão no cérebro. Por razões ainda não bem claras, o dano tem a tendência de ocorrer na área do cérebro que controla o tônus e o movimento muscular dos braços e das pernas. O cérebro de um indivíduo com Paralisia Cerebral é, portanto, incapaz de influenciar o quanto de flexibilidade o músculo deve ter. O comando do músculo por si só domina a medula espinhal e, como resultado, o músculo fica muito tenso, ou espástico.
As crianças com envolvimento dos braços, das pernas, tronco e cabeça (envolvimento total) têm tetraplegia espástica e são mais dependentes da ajuda de outras pessoas para a alimentação, higiene e locomoção. A tetraplegia está geralmente relacionada com problemas que determinam sofrimento cerebral difuso grave (infecções, hipóxia e traumas) ou com malformações cerebrais graves.
Quando a lesão atinge principalmente a porção do trato piramidal responsável pelos movimentos das pernas, localizada em uma área mais próxima dos ventrículos (cavidades do cérebro), a forma clínica é a diplegia espástica, na qual o envolvimento dos membros inferiores é maior do que dos membros superiores. A região periventricular é muito vascularizada e os prematuros, por causa da imaturidade cerebral, com muita freqüência apresentam hemorragia nesta área. As alterações tardias provocadas por esta hemorragia podem ser visualizadas com o auxílio da neuroimagem (leucomalácea periventricular). Por este motivo, a diplegia espástica é quase sempre relacionada com prematuridade. Esta forma é menos grave do que a tetraplegia e a grande maioria das crianças adquirem marcha independente antes dos oito anos de idade.
Na hemiplegia espástica, são observadas alterações do movimento em um lado do corpo, como por exemplo, perna e braço esquerdos. As causas mais freqüentes são alguns tipos de malformação cerebral, acidentes vasculares ocorridos ainda na vida intra-uterina e traumatismos cranio-encefálicos. As crianças com este tipo de envolvimento apresentam bom prognóstico motor e adquirem marcha independente. Algumas apresentam um tipo de distúrbio sensorial que impede ou dificulta o reconhecimento de formas e texturas com a mão do lado da hemiplegia. Estas crianças têm muito mais dificuldade para usar a mão.
As crianças com espasticidade tendem a desenvolver deformidades articulares porque o músculo espástico não tem crescimento normal. Flexão e rotação interna dos quadris, flexão dos joelhos e equinismo são as deformidades mais freqüentes nas crianças que adquirem marcha. Além destas, as crianças com tetraplegia espástica podem desenvolver ainda, luxação paralítica dos quadris e escoliose.
2.3 QUADRO CLÍNICO
A Paralisia Cerebral Espástica apresenta os seguintes tipos clínicos:
1) TETRAPLEGIA: mais freqüente muito grave. As manifestações clínicas são observadas desde o nascimento e se agrava conforme a criança vai crescendo. Há uma imprópria distribuição do tônus muscular: hipertonia dos músculos dos membros superiores e inferiores e hipotonia dos músculos eretores da cabeça e do tronco, que não consegue sustentar a cabeça na época normal, por volta dos três meses, e quando manipulados apresentam espasticidade.
Compromete:
- Desenvolvimento psicomotor, ou seja, a manipulação de objetos com membros superiores, não sentam, engatinham ou ficam em pé na época normal;
- Fala;
- Sono;
- Não consegue cerrar a boca, salivação excessiva (sialorréia) e dificuldade para engolir(disfagia);
- Durante o choro a hipertonia se evidência, ocorrendo hiperextensão do tronco e membros;
- Membros inferiores ficam em extensão e adução formando um X, às vezes em posição viciosa: pé eqüino, flexão das pernas sobre as coxas;
- Membros superiores ficam muitos espásticos, com o cotovelo e punho em flexão. Ocorre incapacidade motora, às vezes necessitando de correção cirúrgica. Os casos com espasticidade muito intensa apresentam-se em extensão;
- Os reflexos arcaicos persistem sendo que nos casos mais graves as mãos ficam fechadas e os dedos fortemente fletidos;
- Estão presentes freqüentemente a preensão reflexa dos dedos da mão e do pé, reflexo de Moro, mesmo com um limiar muito baixo, e a marcha reflexa, podendo dar impressão de que a criança está querendo andar. Estes reflexos deveriam ter desaparecidos por volta dos três meses, se fosse normal;
- As convulsões ocorrem em 50% dos casos, acompanhadas por espasmos em flexão e extensão, que podem ocorrer agrupados ou isolados. Quanto mais grave o caso, maior é o número de espasmos e mais freqüentes estes aparecem;
- Há diminuição do perímetro craniano, achatamento da região parietoccipital de um dos lados e diminuição do Q.I. com conseqüente diminuição das funções intelectuais;
- A fala é rudimentar ou ausente, e a percepção da palavra diminui;
- A criança sofre freqüentes infecções nos pulmões e vias aéreas superiores.
2) HEMIPLEGIA: não é notada nos primeiros dias de vida, a criança só é levada à consulta com alguns meses de vida, geralmente quando os pais notam que ela só utiliza os membros de um hemicorpo. Em alguns casos em que a hemiplegia é muito acentuada, logo ao nascer é percebida a patologia. Os pais confundem os filhos com canhotos em hemiplegias direitas, que são mais freqüentes que as esquerdas.
Compromete:
- Desenvolvimento motor, notado após seis meses, quando começa usar os membros inferiores para ficar em pé, engatinhar e andar;
- A hemiplegia é desproporcional, ou seja, mais acentuada nos membros superiores;
- A face é raramente comprometida; - quadro é menos grave que o anterior, há sincinesia ( imitação ), do hemicorpo afetado em relação ao lado são;
- A inteligência é bem menos afetada que na anterior, e não há diferença entre hemiplegia direita e hemiplegia esquerda em relação ao Q.I.;
- A fala também é afetada, às vezes pode ser normal apenas com retardo na aprendizagem;
- A ocorrência de convulsões também é bem menor, sendo mais freqüente nas hemiplegias adquiridas durante a infância;
- Membros Superiores : hipertonia em flexão;
- Membros Inferiores: hipertonia em extensão, pé eqüinovaro: apoio sobre os dedos, com deformação e posição viciosa. Os membros se atrofiam, ficando bem menores que os sãos, dificultando ainda mais a marcha.
3) DIPLEGIA CEREBRAL: (Paraplegia) ocorre em 17.7%. Difícil diagnóstico de início desse tipo de Paralisia Cerebral. Grande predomínio de distúrbios motores e do tônus nos membros inferiores, sendo os membros superiores pouco atingidos. O quadro neurológico é caracterizado por:
- Comprometimento motor dos membros inferiores
No 1º semestre:
· Nota-se atraso no ultrapassar as etapas de controle da cabeça e do tronco
· Retardo para sentar-se ou manter-se sentado
No 2 º semestre:
· Incapacidade motora se torna bem flagrante
· Criança faz bom uso do membro superior, prende objetos com as mãos, manipula, mas não mantêm-se em pé com quase 10 meses como crianças normais
· Coloca-se a criança em pé, ela estende os membros inferiores e aduzem as coxas assumindo a posição em X ou tesoura
No 2º ano:
· O quadro se torna exuberante e a incapacidade de andar é sintoma principal
*** Se a criança não receber atenção adequada, já no 2 ano pode retrair os músculos adutores da coxa, dificultando ainda mais a marcha, os pés assumem a posição eqüinovara o que dificulta ainda mais no andar.
O exame neurológico mostra:
* Sinais de déficit e liberação ;
* Reflexos profundos exaltados, podendo ter clono do pé e trepidação ;
* Cutâneo plantar em extensão (o hálux às vezes pode ficar nessa posição ) ;
* A fala é normal nos 50% dos casos
* Retardo na aprendizagem e a disartria ( + freqüente )
* Convulsões ( bem menos freqüente em 19% dos casos )
2.4 DIAGNÓSTICO
Paralisia cerebral é diagnosticada por uma história cuidadosamente levantada e um exame físico e neurológico completo são realizados. O médico procurará sinais de deficiência neuromuscular (anormalidades de força, movimento, ou coordenação) em uma criança ou jovem. Estes, normalmente aparecem como alterações no tônus muscular.
Dificuldade de sucção, tônus muscular diminuído, alterações da postura e atraso para firmar a cabeça, sorrir e rolar são sinais precoces que chamam a atenção para a necessidade de avaliações mais detalhadas e acompanhamento neurológico.
A história clínica deve ser completa e o exame neurológico deve incluir a pesquisa dos reflexos primitivos (próprios do recém-nascido), porque a persistência de certos reflexos além dos seis meses de idade pode indicar presença de lesão cerebral. Reflexos são movimentos automáticos que o corpo faz em resposta a um estímulo específico. O reflexo primitivo mais conhecido é o reflexo de Moro que pode ser assim descrito: quando a criança é colocada deitada de costas em uma mesa sobre a palma da mão de quem examina, a retirada brusca da mão causa um movimento súbito da região cervical, o qual inicia a resposta que consiste inicialmente de abdução (abertura) e extensão dos braços com as mãos abertas seguida de adução (fechamento) dos braços como em um abraço. Este reflexo é normalmente observado no recém-nascido, mas com a maturação cerebral, respostas automáticas como esta são inibidas. O reflexo de Moro é apenas um dentre os vários comumente pesquisados pelo pediatra ou fisioterapeuta.
Depois de colhida a história clínica e realizado o exame neurológico, o próximo passo é afastar a possibilidade de outras condições clínicas ou doenças que também evoluem com atraso do desenvolvimento neurológico ou alterações do movimento como as descritas anteriormente. Exames de laboratório (sangue e urina) ou neuroimagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) poderão ser indicados de acordo com a história e as alterações encontradas ao exame neurológico. Estes exames, em muitas situações, esclarecem a causa da paralisia cerebral ou podem confirmar o diagnóstico de outras doenças.
Outro indicador de paralisia cerebral espástica é a incapacidade da criança em executar certas tarefas a uma idade apropriada. Pode levar tempo para o diagnóstico ficar claro. Alguns sinais da desordem podem mudar com o passar do tempo. Alguns sinais podem aparecer depois do diagnóstico ser feito. O neurologista pediátrico (especialista em nervos e desordens de cérebro em crianças) pode ajudar a confirmar o diagnóstico.
2.5 TRATAMENTO CLÍNICO
Os pacientes de paralisia cerebral devem ser tratados de forma que seja possível colocá-lo em condições de se integrar na vida comunitária. Deve haver uma equipe constituída de: neuropediatra, ortopedista, fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional e professores. A individualização do tratamento é uma das regras básicas.
As crianças com paralisia cerebral devem ser encaminhadas precocemente a centros especializados, onde receberão atendimento com ênfase em terapia ocupacional, fisioterapia e apoio psicológico. Os pais devem participar ativamente deste processo. A doença é permanente e a terapia é principalmente sintomática e preventiva.
Atualmente, os tratamentos para a espasticidade da CP e problemas relacionados incluem: medicação oral, injeção de toxina botulínica tipo A, infusão de baclofen, cirurgia ortopédica, SDR, fisioterapia e aparelhos ortopédicos.
Tentam-se, ainda, algumas medicações orais como o valium e baclofen, mas, no consenso geral, elas não reduzem a espasticidade.
Nos últimos anos, as injeções intramusculares de toxina botulínica tipo A têm sido amplamente usadas. A toxina botulínica tipo A enfraquece os músculos por até 3 ou 4 meses depois da injeção, reduzindo a espasticidade num limitado grupo de músculos. O mais importante é que os efeitos são apenas temporários. E os efeitos colaterais parecem ser mínimos.
A infusão de baclofen, usando uma bomba implantada na parede abdominal, é claramente efetiva na redução da espasticidade causada por lesão da medula espinhal e pode também reduzir a espasticidade da Paralisia Cerebral. Entretanto, a infusão de baclofen não é efetiva permanentemente; quando se para a infusão, a espasticidade volta. Além disso, corre-se o risco de uma superdosagem, de adquirir a meningite e de outras complicações que podem exigir internamentos hospitalares repetidos. E mais, as conseqüências a longo prazo ainda não são conhecidas porque esse tratamento de infusão para a Paralisia Cerebral tem sido usado, apenas, por alguns anos.
As operações ortopédicas, incluindo os procedimentos de liberação do músculo e de alongamento do tendão, são também usadas para tratar as deformidades associadas com a Paralisia Cerebral Espástica. A cirurgia ortopédica certamente melhora a amplitude do movimento das articulações, facilitando o movimento das extremidades inferiores na criança. O maior efeito colateral é a debilidade muscular permanente, resultando em postura anormal e deformidades. Além disso, a cirurgia ortopédica não reduz a espasticidade diretamente, tratando somente as suas conseqüências.
O tratamento ortopédico pode seguir:
1- Métodos não cirúrgicos, como o uso de aparelhos ortopédicos que auxiliem a função dos membros superiores para atividades manuais ou que melhorem o apoio dos membros inferiores da criança ao solo (ÓRTESES).
2- Métodos cirúrgicos, pois algumas vezes o tratamento acima descrito é insuficiente para proporcionar um alinhamento adequado e uma função satisfatória para os membros da criança, e há necessidade da cirurgia. O ortopedista é, portanto o cirurgião da equipe.
Os casos irrecuperáveis são reconhecidos pelo neurologista após um curto período de observação, quando não há qualquer progresso motor ou mental, não há crescimento do perímetro craniano e as convulsões freqüentes. Esses casos devem ser encaminhados para instituições especiais.
Tratamentos Importantes:
* Tratamento ortopédico especializado;
* Tratamento odontológico especializado;
* Estimulação precoce e cuidados Neonatológicos;
* Tratamento oftalmológico precoce;
* Intervenção com Educação Física especializada (Natação);
* Hipoterapia (Equoterapia).
2.6 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
Como na Paralisia Cerebral nós só poderemos tratar as alterações musculares, que são a conseqüência e não a causa da doença, o objetivo final do tratamento ortopédico é a melhora da função motora da criança para que ela possa desempenhar cada vez melhor suas atividades físicas.
O tratamento fisioterápico tem como objetivos gerais:
* promover experiências normais de desenvolvimento;
* reduzir o reforço ativo de padrões de movimento e posições anormais;
* diminuir deformidades músculo- esqueléticas congênitas e contraturas articulares adquiridas.
O objetivos específicos são:
* normalizar o tônus;
* normalizar os movimentos, restabelecendo e estimulando as reações de endireitamento, reeducando os padrões centralizados dos movimentos (rotações) e reeducando os padrões recíprocos dos movimentos (coordenação e ritmo);
* minimizar contraturas e deformidades;
* melhorar equilíbrio;
* melhorar marcha;
* melhora da capacidade respiratória e aeróbica;
* melhora da circulação periférica;
* melhora da função;
* benefícios psicológicos.
Para que haja a diminuição do tônus, deve-se associar o calor da água (que irá provocar inibição da atividade tônica)com movimentos lentos e rítmicos e rotações e alongamentos suaves.
FORTALECIMENTO – membros comprometidos (neurônio motor superior ou inferior): movimento com auxílio da flutuabilidade sem aumentar o tônus.
RESTABELECER E ESTIMULAR AS REAÇÕES DE ENDIREITAMENTO – TRONCO E CABEÇA – Densidade relativa, turbulência e metacentro. Progressão aos exercícios: instruir o paciente a olhar em várias direções (para cima, para baixo, para os lados), a abaixar um braço e a movê-lo para frente e para trás, a mover ambos os braços na água, a flexionar uma perna.
REEDUCAR OS PADRÕES CENTRALIZADOS – déficit de movimento e controle nas cinturas escapular e pélvica. Rotações.
REEDUCAR OS PADRÕES RECÍPROCOS DE MOVIMENTOS – coordenação e ritmo dos movimentos: base para os padrões funcionais da locomoção.
MELHORA DA FUNÇÃO – equilíbrio e coordenação, redução do medo de cair, maior tempo de reação, melhora da dor, rolamentos, transferências.
2.7 SESSÃO PLANEJADA
As principais preocupações dos fisioterapeutas para conduzir as crianças com paralisia cerebral na água são:
1. Alteração de forma e densidades,
2. Inabilidade de criar prontamente os movimentos voluntários por causa da espasticidade;
3. Inabilidade de controlar os movimentos involuntários da atetose e ataxia;
4. Respiração ruim;
5. Dificuldades de compreensão e comunicação.
Os problemas podem ser posteriormente compostos por desordens da percepção, dificuldade de controle da cabeça, tônus postural pobre e falta de rotação sobre o eixo corporal.
Com o objetivo de obter aumento de amplitude articular, maior equilíbrio muscular, melhora nas fases da marcha, alívio da dor, melhora nas atividades de vida diária do paciente e redução da espasticidade dentro da água facilitando a realização dos exercícios, o grupo propôs a aplicação de padrões de Bad Ragaz de membros inferiores e tronco associado aos efeitos terapêuticos da água.
Os padrões utilizados ao longo das sessões foram : rotação, flexão e extensão do tronco com cargas e repetições progressivas; padrões de membro inferior como extensão – abdução - rotação medial do quadril - extensão do joelho – flexão plantar e eversão do pé; flexão – adução – rotação lateral do quadril – flexão do joelho – dorsiflexão – inversão do pé ; abdução unilateral e bilateral de membros inferiores.
O estado mental (ansiedade e estresse) do paciente influem no tônus muscular do mesmo modo que influem na tensão muscular em indivíduos normais. Por isso é de fundamental importância salientar a necessidade de manter-se relaxado e de controlar a tensão, cabendo ao fisioterapeuta intervir com meios de relaxamento, principalmente na respiração, para que a tensão não desencadeie a atividade muscular desnecessária. O biofeedback consiste num fator importante na eficácia do tratamento, e cabe a ele informar ao paciente sobre o êxito ou fracasso das tentativas de realizar o movimento mais próximo do normal.
3. CONCLUSÃO
A Paralisia Cerebral Espástica causa hipertonicidade, hiperreflexia e persistência anormal dos reflexos neonatais, pernas em tesoura (em adução) posturas anormais dos membros e contraturas, além da dificuldade de deglutição e salivação excessiva. Levando em consideração os efeitos terapêuticos dos exercícios em piscina são principalmente : relaxamento muscular, redução da sensibilidade à dor, redução de espasmos musculares e espasticidade, facilitação da movimentação articular, melhora da musculatura respiratória, aumento da circulação periférica e melhora da moral e confiança do paciente, e acreditando nos princípios físicos da água como auxiliares no processo de tratamento.
Por sua vez, o método Bad Ragaz utilizado em piscina tem como objetivo a redução do tônus muscular, relaxamento, aumento da amplitude articular, reeducação muscular, fortalecimento muscular, restauração de padrões normais de movimento, além de melhora da resistência geral
Objetivos do tratamento utilizando o Método dos Anéis de Bad Ragaz:
* redução do tônus;
* relaxamento;
* aumento da amplitude de movimento (ADM);
* reeducação muscular;
* fortalecimento;
* tração/alongamento espinhal;
* melhoria do alinhamento e estabilidade do tronco;
* preparação das extremidades inferiores para sustentação de peso;
* restauração de padrões normais de movimento das extremidades superiores e inferiores;
* melhoria da resistência geral;
* treinamento da capacidade funcional do corpo como um todo.
Utilizando o Método dos Anéis de Bad Ragaz como auxiliar , o terapeuta fornece estabilidade para o paciente e a posição de suas mãos influencia na movimentação do paciente e na quantidade de trabalho isométrico e isotônico realizado. Pode-se conseguir a irradiação dos músculos mais fortes para os que se encontram mais fracos"
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Deficiente com paralisia cerebral cria software que faz síntese de voz
Um deficiente com paralisia cerebral criou um software que permite a síntese de voz de uma pessoa que tenha dificuldade em falar. O sistema criado por Paulo Condado ficará instalado no serviço de passaportes do Governo Civil de Faro.
Reportagem de Maria Augusta Casaca sobre o software Easy VoiceTeresa Caeiro questiona-se sobre quantos deficientes foram contratados ao abrigo de um diploma de 2001
Um deficiente com paralisia cerebral, doutorado em electrónica e computação, criou um software especial que permite que um deficiente que tenha dificuldade em se comunicar se possa fazer entender.
Lançado, esta quinta-feira, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, o Easy Voice – Atendimento Sem Barreiras vai ficar instalado no serviço de passaportes do Governo Civil de Faro e permitirá a síntese da voz para este tipo de deficientes.
Este sistema criado por Paulo Condado, de 30 anos, e já elogiado em revistas científicas, permitirá também fazer chamadas telefónicas através do Skype.
A governadora civil de Faro espera que haja vontade para este «projecto pioneiro» alargá-lo a outros serviços em todo o país e que «as pessoas abram as portas, corações e mentes porque esta gente precisa de nós».
«É uma infraestrutura extraordinária para que pessoas com este tipo de deficiência e com estes problemas tenham um maior facilidade de contacto com os serviços públicos e espero que naturalmente esta ferramenta seja adoptada», acrescentou Isilda Gomes.
A propósito deste dia, a deputada Teresa Caeiro questionou-se sobre o número de deficientes que foram contratadas pelo Estado, autarquias e empresas ao abrigo de um diploma de 2001 que «prevê uma quota para pessoas com deficiência sempre que sejam abertos concursos».
«Enviámos para todos os ministérios, autarquias do país esta pergunta. Vamos aguardar dentro do tempo regimental para saber. Desconfio que sejam muito poucas e desconfio que nem todas as entidades respondam», acrescentou a parlamentar do CDS-PP.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Portadores de Necesssidades Especiais...
Paralisia Cerebral e Deficiência Intelectual.
Existem alguns mitos relacionados às pessoas com deficiência, em geral alimentados pela sociedade em virtude da falta de convivência e familiaridade. Um deles é a associação da paralisia cerebral com deficiência intelectual. Uma até pode estar associada à outra, mas isso não é regra, pois são quadros muito distintos.
Há vários tipos de paralisia cerebral, relacionados com a localização e a extensão da lesão no cérebro, mas a lesão necessariamente não chega a atingir o intelecto. Quando a lesão está localizada nas áreas que modificam ou regulam o movimento, a criança apresenta movimentos involuntários, que estão fora de seu controle e permanecem durante a fase de desenvolvimento e na idade adulta.
As Várias Causas da Paralisia Cerebral.
Segundo a Associação de Paralisia Cerebral do Brasil (APCB), a paralisia cerebral se dá pela falta de oxigênio no cérebro durante o nascimento. Algumas doenças ou problemas durante a gestação também podem causar a PC, como, por exemplo, ameaça de aborto, choque direto no abdômen da mãe, incompatibilidade entre o tipo sanguíneo da mãe e do pai, hipertensão arterial durante a gravidez, infecções congênitas como a sífilis, toxoplasmose, herpes, rubéola, consumo de drogas e exposição a radiação ou qualquer outro fator que leve a uma lesão no sistema nervoso central. As causas perinatais estão relacionadas principalmente com complicações durante o parto e a prematuridade.
As principais causas de PC depois do nascimento são febre prolongada e muito alta, desidratação grave, sarampo e traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade, entre outras. Isso se dá pelo fato de até os dois anos de vida o sistema nervoso central não estar totalmente formado. Pode se definir a PC como um distúrbio ou transtorno dos movimentos e da postura, que não regride e não progride, e assim não se caracteriza como doença ou síndrome. Pode trazer dificuldades nos movimentos, na locomoção, audição e visão do bebê. Mas, em 90% dos casos, a inteligência de quem tem PC é preservada.
Diferenças entre Paralisia Cerebral e Deficiência Intelectual.
Segundo o neurologista infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Fernando Kok, uma lesão no sistema nervoso central pode afetar a parte motora ou mental da pessoa e quando esta lesão só atinge a parte motora, denomina-se paralisia cerebral. Quando a lesão compromete a parte mental (cognitivo), resulta em deficiência intelectual. De acordo com a Associação Americana de Deficiência Intelectual e Distúrbio do Desenvolvimento, a pessoa com deficiência intelectual apresenta QI menor que 70, o que necessariamente não faz relação com quem tem PC.
Educação e Escola.
Na questão da educação, muitas vezes quem tem PC não é acometido por nenhuma disfunção cognitiva, mas apresenta limitações físicas, como não conseguir ficar muito tempo sentado e não se comunicar ou escrever da forma convencional. Normalmente são utilizadas ajudas técnicas como cadeira e lápis adaptados, podendo estudar em escola regular.
Prevenção e Diagnóstico.
Existem diversos graus de limitações e não é possível reverter um quadro de PC, uma vez que a lesão do cérebro estará sempre lá, porém, é possível preveni-lo, sendo muito importante que as mães façam o pré-natal durante toda a gestação.
O diagnóstico da paralisia cerebral é feito por análises neurológicas e exames por imagem como ressonância magnética, tomografia e ultra-som. No exame clínico é observado se há sinais de reflexos, com o exame do martelinho, se há atraso na evolução da criança, como sentar, manter o corpo mais firme, andar, etc.
"Ao engravidar, a mulher deve procurar alimentar-se bem, evitar o álcool, o fumo e não tomar remédios sem consultar o médico. Vacinar o bebê e evitar qualquer situação de risco são essenciais", destaca a fisioterapeuta e doutora em Ciências pelo Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP, Ana Paula Restiffe.
Sociedade e Pessoas com Paralisia Cerebral.
Por desconhecimento da sociedade em geral, as pessoas que possuem PC têm dificuldades na vida social e profissional. Com relação ao mercado de trabalho, o preconceito em relação ao paralisado cerebral leva ao descrédito sobre suas reais capacidades. No Brasil, onde a crise de emprego atinge parte considerável da população, a paralisia cerebral se apresenta como mais uma barreira para que o individuo consiga uma colocação profissional, e por conseqüência, aceitação na sociedade.
Alguns Paralisados Cerebrais Vencedores.
Muito embora a sociedade manifeste desconhecimento ou preconceito em relação ao paralisado cerebral, existem vários exemplos de pessoas que se destacam com maestria em suas áreas de atuação. São vencedores, sobreviventes da realidade excludente a que são submetidos, desde o nascimento, uns mais outros menos, dependendo da gravidade do quadro.
Ricardo Tadeu Marques da Fonseca.
Um exemplo clássico é o procurador do Ministério Público do Trabalho, Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, que nasceu no sexto mês de gestação e o excesso de oxigenação no cérebro e problemas no parto ocasionaram deficiência visual e paralisia cerebral. Ele é um exemplo de paralisia cerebral leve. Hoje, aos 48 anos, é cego, com PC e um dos mais brilhantes defensores dos direitos das pessoas com deficiência. A paralisia cerebral afetou seus membros superiores e inferiores, mas realizou fisioterapia e várias cirurgias na infância e adolescência, ficando com poucas seqüelas.
Antonio Carlos Viviane.
Um exemplo de pessoa com paralisia cerebral não tão leve é Antonio Carlos Viviani, o Carlinhos, escritor e poeta. Com 31 anos, tem deficiência física nos membros superiores e inferiores. Quando escreve, expressa nas letras seu lado romântico e terno com amplo alcance. Quando fala é pouco entendido, pois a PC lhe deixou sérias seqüelas que prejudicam a comunicação oral. Mesmo assim, sente-se diferente apenas porque utiliza cadeira de rodas para se locomover. Cadeira, aliás, que empurra com o próprio pé de ré, para que ninguém a empurre, pois gosta de enfatizar que é independente.
Para ele, as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia são a comunicação, o preconceito e a falta de informação de algumas pessoas. "Dependendo do caso, algumas coisas não consigo fazer, como tirar a barba, porém me alimento sozinho e faço quase tudo", destaca.
No fundo, Carlinhos alimenta o sonho de um dia ser tratado como qualquer um. "Afinal, a gente é igual", afirma. Carlinhos destaca, ainda, que no caso dele, a PC não lhe afetou a mente. "O mais importante é a força de vontade. É preciso ter força de vontade para colocar o dom para fora. Eu escrevo porque gosto! As pessoas começaram a elogiar e saiu o livro. Para vender é difícil, mas eu gosto de escrever", observa.
Sueli Harumi Satow.
Outro exemplo é a comunicadora e filósofa Suely Harumi Satow, 54 anos, com mestrado e doutorado em Psicologia Social, pela PUC de São Paulo. Apesar da titulação, ela destaca que, em geral, os atendentes de lojas e médicos a tratam como se tivesse deficiência intelectual.
Ela atribui seu desenvolvimento ao apoio da família. Seus pais a incentivavam sempre, mesmo nas situações mais difíceis. "Na escola também havia um outro extremo, na classe me consideravam a aluna exemplar por causa das seqüelas, mas na hora do lanche eu ficava com as excluídas (a mais gorda, a mais feia, etc.). Estas circunstâncias levaram-me a um desequilíbrio psíquico muito forte, que quase me colocaram em um hospício", afirma.
Suely gostaria que a sociedade a tratasse como as outras pessoas, vendo-a como ser humano, apesar das diferenças, e não como um ser incapaz com necessidade de tutela. "A sociedade deveria rever sua hipocrisia, fingindo que não é preconceituosa, e olhar profundamente para ela mesma, os indivíduos que a compõem, e se conhecer melhor. Talvez, agindo assim, as diferenças diminuiriam gradativamente", observa.
Felipe Sales.
Também o pequeno Felipe, de quatro anos, é um garoto com PC, mas isso não é sequer imaginado por quem o vê serelepe pelos corredores da Divisão de Medicina de Reabilitação do HC (DMR), onde faz reabilitação e conquista a todos com seu sorriso maroto. Sua mãe, Maria Paula Sales, psicóloga, conta que sua gravidez foi sem intercorrências, calma e normal. O filho apresenta pequena dificuldade motora em membros inferiores e braço esquerdo.
"Ele tem uma rotina normal, como qualquer outra criança, brinca, vai à escola, adora cantar e dançar, enfim, é uma criança muito alegre", destaca a mãe. Com a reabilitação, ela espera que as seqüelas, que não são acentuadas, sejam ainda mais amenizadas e que ele consiga cada vez com mais facilidade realizar as atividades de vida diária. "Espero que ele se realize como pessoa e que a pequena deficiência que ele apresenta não o impeça de fazer o que ele gostar e quiser", afirma
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Sugestões para quando você encontrar uma pessoa com deficiência
"Faça isso e você verá o quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver com a diversidade!
Como lidar connosco.
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.
Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem super estime as dificuldades e vice-versa.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas actividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exactamente como todo mundo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se directamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.
Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceite, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada actividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.
Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.
Pessoas cegas ou com deficiência visual
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode por exemplo tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.
Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajecto.
Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
Ao explicar direcções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").
Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
As pessoas cegas ou com visão sub normal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.
No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das actividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.
Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.
Lembre-se que nem sempre um cego é colega de outro cego.
Como apoiar o estudante cego
Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer atempadamente, ao estudante, elementos referentes ao conteúdo de cada aula."
sábado, 10 de julho de 2010
Deficincia em vizoal
"Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.
Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem super estime as dificuldades e vice-versa.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas actividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exactamente como todo mundo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se directamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.
Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceite, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada actividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.
Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.
Pessoas cegas ou com deficiência visual
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode por exemplo tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.
Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajecto.
Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
Ao explicar direcções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").
Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
As pessoas cegas ou com visão sub normal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.
No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das actividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.
Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.
Lembre-se que nem sempre um cego é colega de outro cego.
Como apoiar o estudante cego
Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer atempadamente, ao estudante, elementos referentes ao conteúdo de cada aula.< Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê. Quando utilizar o quadro, o docente deverá ler o que escreveu para que, ao ouvir a gravação da aula, o estudante tenha a noção do que foi escrito. Se usar transparências o docente poderá proceder do seguinte modo: antes do início da aula fornecer ao estudante uma cópia em Braille (ou em caracteres ampliados ou mesmo em suporte digital), e se isso não for possível, fornecer no final uma cópia; durante a apresentação identificar e ler o conteúdo da transparência. Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objectos, figuras, etc."
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Difinição de Paralisia Cerebral...
Assinado Jorge Rodrigues
Definição:
"A Paralisia Cerebral é uma doença do foro neurológico que afecta as funções básicas do ser humano (fala, postura, movimento).
Existem vários tipos de Paralisia Cere-bral: espástica (em que o movimento é difícil); atetósica (o movimento é descontrolado e involuntário); atáxica (o equilíbrio e a sensibilidade profunda são anormais); mista (uma combinação de vários tipos).
Causas / Sintomas e Sinais:
A Paralisia Cerebral é provocada por uma lesão no cérebro e no sistema nervoso ocorrida antes do nascimento; durante o parto ou depois do nascimento (pouco depois do nascimento).
Os sintomas variam consoante a área de extensão da lesão, podendo incluir: tiques; perturbação da marcha; espasmos; convulsões e fraco tónus muscular.
Para além da motricidade, a Paralisia Cerebral também pode afectar a visão, a audição, a inteligência e a fala.
Diagnóstico:
A necessidade de um diagnóstico precoce prende-se com o facto de dar início à terapia o mais cedo possível.
A Paralisia Cerebral pode manifestar-se logo à nascença ou mais tarde. Em caso de suspeita deve-se consultar um neurologista pediátrico a fim de determinar a extensão e localização da lesão cerebral, de forma a colocar de parte outras doenças.
Exames a efectuar: análises de sangue e urina (para eliminar a hipótese de outras doenças que produzam sintomas semelhantes): electroencefalograma (para medir a actividade eléctrica do cérebro); electromiograma (para medir a actividade eléctrica dos músculos); um TAC. (Para detectar alterações cerebrais.
Tratamento médico:
O tratamento deve envolver uma equipa de profissionais ao nível da saúde: Fisioterapeutas; Terapeutas da Fala e Terapeutas Ocupacionais; um Psicólogo; um Ortopedista e um Neurologista.
A Paralisia Cerebral não tem cura, o objectivo do tratamento médico é ajudar a criança a conseguir uma maior independência possível.
Alguns exemplos: as convulsões podem ser controladas por medicamentos; o tratamento ortopédico pode incluir talas, canadianas e aparelhos diversos que possam evitar contracturas e outras deformações dos braços e pernas; a cirurgia ortopédica pode ser também uma opção cortando músculos e tendões contraídos (permitindo a sua distensão) ou unindo determinados ossos (de modo a estabilizar as articulações).
Este tipo de cirurgias pode permitir à criança um melhor equilíbrio e andar.
Ensino-Aprendizagem:
O Processo Ensino-Aprendizagem deve ser organizado e estruturado de forma a privilegiar o desenvolvimento geral da criança ou jovem com Paralisia Cerebral.
Deve existir uma equipa de profissionais que trabalhem no sentido de suprimir as dificuldades da criança ou jovem.
A criança/jovem com paralisia cerebral deve beneficiar de áreas que possibilitem e auxiliem o seu desenvolvimento, tais como:
- Terapia da Fala – Para elevar a capacidade de expressão oral e de comunicação.
- Terapia Ocupacional – De forma a desenvolver aptidões úteis que lhes permitam desempenhar tarefas de rotina.
- Psicomotricidade – Para melhorar a adaptação ao mundo exterior, através do domínio do equilíbrio; controle da inibição voluntária e da responsabilidade; consciência do corpo; eficácia das diversas coordenações globais e segmentárias; organização do esquema corporal; orientação espacial; etc.
- Apoio Psicológico – Para acompanhar a criança/jovem durante o Processo Ensino-Aprendizagem ao nível psicológico.
- Fisioterapia – Através da utilização do exercício e técnicas de relaxamento; para ensinar a caminhar com o auxílio de canadianas muletas e outros aparelhos (como cadeira de rodas); para auxiliar a rotina diária da criança ou jovem.
- Áreas de Expressão – A Dança e Música podem auxiliar as crianças ou jovens a elevarem a sua coordenação, desenvolverem o tónus e força muscular, autoconfiança, etc. As actividades de Expressão Plástica, como a Pintura podem ajudar no desenvolvimento da motricidade, comunicação, etc.
- Actividades Aquáticas – O contacto com a água ou realização de exercícios dentro de água auxiliam um melhor funcionamento do sistema circulatório, respiratório, fortalecimento dos músculos, aumento do equilíbrio, relaxamento muscular, diminuição de espasmos, aumento da amplitude de movimentos, etc.
- Massagens – Aliviam espasmos e reduzem contracções musculares.
- Informática – A utilização do computador pode ajudar ao nível da comunicação, assim como ao nível da motricidade fina.
- Actividades da Vida Diária – Para trabalhar a higiene, segurança, entre outros.
A criança ou jovem com Paralisia Cerebral pode estar integrada no Ensino Regular ou Especial. Contudo, a criança/jovem deve beneficiar numa primeira instância de uma Estimulação Global e só posteriormente de uma Iniciação Académica.
O trabalho realizado pelos técnicos (Professor, Educadora, Psicóloga, Terapeutas, etc.), assim como a inter-acção de todas as áreas acima mencionadas deverão procurar elevar o nível Cognitivo; Autonomia Pessoal e Social; Comunicação; Psicomotor; Sócio-Afectivo; assim como desenvolver a área Sensorial-Perceptiva.
Encarregados de Educação:
Os Encarregados de Educação podem proporcionar um ambiente que estimule a aprendizagem e a exploração.
Ajudando no exercício físico regular; no desenvolvimento de hábitos de higiene; utilização de materiais e utensílios que auxiliem a criança/jovem com Paralisia Cerebral (tais como: talheres especiais, auxiliares para vestuário, escovas de dentes próprias, entre outros).
A Paralisia Cerebral é uma doença que dura toda a vida e geralmente requer uma adaptação e uma formação no sentido de atingir a auto-suficiência.
É necessário que exista um trabalho conjunto entre Técnicos e Encarregados de Educação, proporcionando uma diversidade de áreas, no sentido de desenvolver e elevar as capacidades gerais da criança/jovem com Paralisia Cerebral, assim como a sua qualidade de vida."
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Classificação de Parallisia cerebral...
Auditoria: Jorge Rodrigues
Neste caso setivessemos uma rampa ao lado das escadas era muito mais facíl porque assim as pessoas com deficiencia poderiam ir a todos os sitios onde todas as outras pessoas poderião ir.
Classificação:
1.Espástica: Lesão no sistema piramidal caracterizada por um aumento de tônus, hiperreflexia.
2.Atetóide: A lesão se dá nos gânglios da base, responsável por movimentos finos e delicados.
3.Ataxia: A lesão se dá no cerebelo responsável pela coordenação do movimento e equilíbrio.
4.Mista: Representa a combinação de duas formas.
As palavras Paralisias e Cerebrais são usadas para descrever uma condição de ser, um estado de saúde, uma deficiência física adquirida, um Distúrbio de Eficiência Física que durante muito tempo foi significado de "invalidez".
Atualmente, o termo Paralisias Cerebrais (P.C.) vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo Cerebral quer dizer que área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra Paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e sua coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.
Paralisias cerebrais NÃO SÃO DOENÇAS, mas uma condição médica especial, que freqüentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro. As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como conseqüência de uma lesão cerebral.
Estas lesões possuem diversas causas, freqüentemente devido à falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto, não existindo dois casos semelhantes, pois algumas crianças têm perturbações sutis, quase imperceptíveis, aparentando serem "desajeitadas" ao caminhar, falar ou usar as mãos, enquanto que as submetidas a lesões cerebrais mais graves, a exemplo de casos de anóxia neonatal, podem apresentar incapacidade motora acentuada, impossibilidade de falar, andar e se tornam dependentes para as atividades cotidianas.
Dependendo da localização das lesões e áreas do cérebro que foram afetadas, as manifestações podem ser diferentes. Nas paralisias cerebrais há uma confusão de mensagens entre o cérebro e os músculos.
Há três formas (tipos) mais comuns, dependendo de que mensagens foram afetadas. E pode-se classificar um quarto tipo de P.C. que teria uma combinação de 2 ou mais formas.
A córtex controla os pensamentos, os movimentos e as sensações. Uma anormalidade nela pode resultar na Paralisia Cerebral do tipo Espástica. Caracterizado por aumento e paralisia de tonicidade dos músculos.
Pode haver um lado do corpo afetado (hemiparesia), os membros inferiores (diplegia), ou os 4 membros (quadriplegia).
Os Gânglios da Base ajudam a organizar os movimentos finos e delicados. Uma anormalidade deles pode resultar na Paralisia tipo Atetóide. Caracterizada por distonia (variações da tonicidade muscular) e movimentos involuntários afetando o Sistema ExtraPiramidal.
O cerebelo controla e coordena os movimentos, as posturas e nosso equilíbrio. Uma anormalidade nele pode resultar na P.C. tipo Atáxica.
Caracterizada por diminuição da tonicidade muscular, dificuldade para se equilibrar com descoordenação dos movimentos, podendo haver movimentos trêmulos das mãos e fala comprometida.
Crianças paralisadas cerebrais não conseguem controlar alguns ou todos os seus movimentos. Apenas algumas crianças são afetadas em todos. Algumas terão dificuldade em falar, andar ou usar as mãos. Umas serão capazes de sentar sem suporte ou ajuda, enquanto outras necessitarão de ajuda para a maioria das tarefas de vida diária. Por isso, dizemos que são portadoras de Distúrbios de Eficiência Física, e não apenas deficientes ou paralíticas.
Não há medicamentos nem operações que possam curar uma paralisia cerebral, havendo, porém, diversas e inovadoras possibilidades de melhorar e minimizar seus efeitos. Estes progressos não são súbitos, mas demorados, avançando progressivamente e na dependência direta dos recursos tecnológicos, como o uso da Informática na EDUCAÇÃO e dos recursos terapêuticos colocados à disposição da comunidade.
As crianças com PC têm muitos problemas, mas nem todos são relacionados com com as lesões cerebrais. Citaremos apenas as que mais freqüentemente se manifestam:
Epilepsia: é comum ocorrerem convulsões ou crises epilépticas, de maior ou menor intensidade e dentro das mais variadas formas desta manifestação neurológica, sendo mais comuns no período pré-escolar, estando associadas ao prognóstico e à evolução de outros problemas que atingem um paralisado cerebral.
Deficiência Mental: com uma ocorrência de aproximadamente 50% dos casos, tem levado a distorções e preconceitos acerca dos potenciais destes portadores de deficiência, devendo-se diferenciar os diversos graus de comprometimento mental de cada criança, baseando-se em acompanhamento especializado e evolutivo das mesmas.
Deficiências Visuais: ocorrem casos de baixa-visão, estrabismos e erros de refração, que podem ser precocemente diagnosticados e tratados, com bom prognóstico oftalmológico, devendo-se intensificar sua diagnose com os novos avanços em tecnologia e a correção preventiva de danos com uso de lentes [óculos] ainda nos primeiros anos de vida.
Dificuldades de Aprendizagem: as crianças com P.C. podem apresentar algum tipo de problema de aprendizagem, o que não significa que elas não possam ou não consigam aprender, necessitando apenas de recursos aprimorados de Educação Especial, integração social em Escolas Regulares, uso de Recursos Tecnológicos, a exemplo do uso de Computadores e outros aparelhos informatizados para o estímulo e a busca de meios de comunicação e aprendizagem inovadores para PC.
Dificuldades de Fala e Alimentação: devido à lesão cerebral ocorrida, muitas crianças com P.C. apresentam problemas de comunicação verbal e dificuldades para se alimentar, devido ao tônus flutuante dos músculos da face, o que prejudica a pronúncia das palavras com movimentos corretos, podendo-se recorrer a tratamentos especializados e orientação fonoaudiológica, a fim de minimizar e até resolver alguns destes distúrbios. E para as crianças que não falam, já contamos com os comunicadores alternativos e as linguagens através de símbolos, como o método Bliss, que associados aos recursos informatizados podem auxiliar, a exemplo dos sintetizadores de fala, a expressão dos pensamentos e afetos de um paralisado cerebral.
Outros problemas: dificuldades auditivas, disartria, déficits sensoriais, escoliose, contraturas musculares, problemas odontológicos, salivação incontrolável, etc...: Todos estes problemas podem surgir associados ou isoladamente na dependência direta do tipo de PC que a criança apresentar, já que seus déficits motores afetam sua psicomotricidade e seu comportamento emocional e social, que podem resultar num desenvolvimento global atrasado, que muitas vezes ainda é confundido com capacidade cognitiva pobre, gerando uma imagem preconceituosa sobre as capacidades e potencialidades para vida independente e autônoma de portadores de Paralisias Cerebrais.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Boccia uma das mudalidades...
"Os Primeiros Sinais de Existência remontam Deste Jogo UM ALGUNS Séculos Antes de Cristo, a UM TÚMULO de Jovem UM faraó egipcio Onde Foram Descobertas Duas bolas de pedra UM Pouco Maiores Que Como bolas de ténis, próximas de Uma Pequena bola Mais Que Deveria Ser Como USADA Bola Alvo.
A Este Primeiro testamento histórico juntar-se-á Mais tarde o gregos "dos romanos e dos" AO "contributo jogarem Jogo Este, agora com bolas em pele. O Boccia Chegou Mesmo Fazer Uma parte dos Jogos Olímpicos dos gregos, Como forma de divertimento, Identificando Jogo-SE UM Como de "atirar bola ao Ar".
Também da HA INTRODUÇÃO Dados do Jogo na Costa florentina séc não. XVI Pela aristocracia italiana Mas Tudo aponta softwares Antigos sentido de Terem Sido OS romanos Jogo O Que trouxeram do sul de França nd qua Ainda Hoje se pratica Uma conhecida petanca.
Assim Séculos Durante as Pessoas juntaram-se NAS Ruas, parques nos, jardins Parágrafo Jogar Boccia Sobre Vários Nomes: bochs, Boulle, petanca, bowling e outros.
O Boccia enquanto Modalidade Para os Sujeitos com Paralisia Cerebral Uma TeVe SUA Implantação e Desenvolvimento Nos últimos 20 anos assumindo o Papel de Grande Interesse Para a Reabilitação do deficiente e Recreativo UM Nível competitivo.
Material Utilizado Na Verdade O Jogo Sofrido Fantástico Desenvolvimento TEM UM, UM técnico e táctico Nível, COM NÚMERO Crescente dos Participantes, número e diversidade de Competições, e.
O Boccia Foi introduzido em Portugal em 1983 aquando da Realização do 1 º curso de Desporto Parágrafo Deficientes com Paralisia Cerebral. No ano seguinte Integrou o Calendário competitivo do Campeonato Nacional Para a Paralisia Cerebral Como Modalidade de Demonstração.
A partir desta altura houve Diversas com o Objectivo de sensibilizar e Divulgar o Jogo Pelo País, Tais Como UM NAS SUA INTRODUÇÃO aulas de Educação Física, acampamentos, experimentais Jogos e Provas de Âmbito local e regional.
Em 1988 Foi reconhecido Como Modalidade Paralímpica. Hoje em dia, em Portugal, o Boccia e Uma das Modalidades com Maior numero de praticantes Não Que Diz Respeito A População com Paralisia Cerebral tendão Vindo a Um Pouco Aumentar Por todo o Mundo.
Actualmente realiza-SE UM Nível Nacional, o Campeonato Nacional Zonas Por Uma Fase Final EO Campeonato de Portugal. A Nível internacional temos OS Campeonatos da Europa e do Mundo, a Taça do Mundo e Jogos Paralímpicos OS.
Classificação
O Boccia classes Como Modalidade Desportiva-SE UM Destino indivíduos Portadores de deficiência motora grave (PC OU Outra) correspondente a grandes incapacitados divididos nas seguintes:
• BC1 - São tetraplégicos com amplitude Pouca de Movimento e funcional Pouca Força funcional Em Todas Como extremidades e tronco. Dependem de hum acompanhante Parágrafo Estabilizar OU ajustar Uma cadeira OU LHE Para Uma dar bola.
• tetraplégicos BC2 - com São Pouca Força Em Todas funcional de extremidades e tronco, Mas com Capacidade propulsionar Parágrafo Uma cadeira de rodas.
• BC3 - São indivíduos com muitas Dificuldades ª preensão da bola e Força SEM UM Fazer funcional n º n º Lançamento Dentro de campo. Utilizam calhas n º Fazer o Lançamento. Nesta classe Estão os SO OS incluidas Outro tipo de com Deficiências Como funcionais Características mesmas.
• BC4 - Estão os SO OS Incluídos Os indivíduos Portadores de deficiência motora Limite identico com um superior hierárquico funcional BC2.
O Jogo
O Objectivo do Jogo É Uma Marcação do Maior NÚMERO Através de Pontos de Lançamento Fazer séries de 6 bolas em Uma Direcção Uma Bola Alvo.
Como em bolas de NÚMERO 13 São: uma de cor branca Que Corresponde A Bola Alvo, 6 de cor azul e 6 vermelhas. Como São bolas duras, revestidas Mas Pelé hum, hum possuindo Características de poderem Ser agarradas e lançadas Por Pessoas com Dificuldades de preensão.
O atleta PoDE LANÇAR, UM OU USAR pontapear Dispositivo auxiliar tipo goteira / Calha Para Fazer uma bola rolar.
É jogado NUMA Superfície lisa e Rectângulo Num regular, de 12,5 mx 6 topo softwares Antigos possuindo 6 Caixas de Lançamento de 2,5 mx 1m A Partir das Quais SO OS jogadores Lançamentos executam.
O Jogo inicia-se Após sorteio Por Moeda AO AR n º das bolas ESCOLHA. A bola jogada Primeira e Um Ser Uma branca Que Sera seguida de Uma bola vermelha Lançada pelo mesmo Jogador.
O desenrolar do Jogo É Muito simples e Assenta Quem principio Num ESTÁ UM Perder (ESTA Mais Longe da branca) e joga Que a seguir. Assim Quem joga Uma bola branca (e Desde Que ESTA Fique Dentro da zona Validação de campo) Lança Também A primeira bola de cor, A seguir joga o outro lado e DEPOIS Quem joga semper ESTÁ UM Perder.
Os Primeiros Sinais de Existência remontam Deste Jogo UM ALGUNS Séculos Antes de Cristo, a UM TÚMULO de Jovem UM faraó egipcio Onde Foram Descobertas Duas bolas de pedra UM Pouco Maiores Que Como bolas de ténis, próximas de Uma Pequena bola Mais Que Deveria Ser Como USADA Bola Alvo.
A Este Primeiro testamento histórico juntar-se-á Mais tarde o gregos "dos romanos e dos" AO "contributo jogarem Jogo Este, agora com bolas em pele. O Boccia Chegou Mesmo Fazer Uma parte dos Jogos Olímpicos dos gregos, Como forma de divertimento, Identificando Jogo-SE UM Como de "atirar bola ao Ar".
Também da HA INTRODUÇÃO Dados do Jogo na Costa florentina séc não. XVI Pela aristocracia italiana Mas Tudo aponta softwares Antigos sentido de Terem Sido OS romanos Jogo O Que trouxeram do sul de França nd qua Ainda Hoje se pratica Uma conhecida petanca.
Assim Séculos Durante as Pessoas juntaram-se NAS Ruas, parques nos, jardins Parágrafo Jogar Boccia Sobre Vários Nomes: bochs, Boulle, petanca, bowling e outros.
O Boccia enquanto Modalidade Para os Sujeitos com Paralisia Cerebral Uma TeVe SUA Implantação e Desenvolvimento Nos últimos 20 anos assumindo o Papel de Grande Interesse Para a Reabilitação do deficiente e Recreativo UM Nível competitivo.
Material Utilizado Na Verdade O Jogo Sofrido Fantástico Desenvolvimento TEM UM, UM técnico e táctico Nível, COM NÚMERO Crescente dos Participantes, número e diversidade de Competições, e.
O Boccia Foi introduzido em Portugal em 1983 aquando da Realização do 1 º curso de Desporto Parágrafo Deficientes com Paralisia Cerebral. No ano seguinte Integrou o Calendário competitivo do Campeonato Nacional Para a Paralisia Cerebral Como Modalidade de Demonstração.
A partir desta altura houve Diversas com o Objectivo de sensibilizar e Divulgar o Jogo Pelo País, Tais Como UM NAS SUA INTRODUÇÃO aulas de Educação Física, acampamentos, experimentais Jogos e Provas de Âmbito local e regional.
Em 1988 Foi reconhecido Como Modalidade Paralímpica. Hoje em dia, em Portugal, o Boccia e Uma das Modalidades com Maior numero de praticantes Não Que Diz Respeito A População com Paralisia Cerebral tendão Vindo a Um Pouco Aumentar Por todo o Mundo.
Actualmente realiza-SE UM Nível Nacional, o Campeonato Nacional Zonas Por Uma Fase Final EO Campeonato de Portugal. A Nível internacional temos OS Campeonatos da Europa e do Mundo, a Taça do Mundo e Jogos Paralímpicos OS.
Classificação
O Boccia classes Como Modalidade Desportiva-SE UM Destino indivíduos Portadores de deficiência motora grave (PC OU Outra) correspondente a grandes incapacitados divididos nas seguintes:
• BC1 - São tetraplégicos com amplitude Pouca de Movimento e funcional Pouca Força funcional Em Todas Como extremidades e tronco. Dependem de hum acompanhante Parágrafo Estabilizar OU ajustar Uma cadeira OU LHE Para Uma dar bola.
• tetraplégicos BC2 - com São Pouca Força Em Todas funcional de extremidades e tronco, Mas com Capacidade propulsionar Parágrafo Uma cadeira de rodas.
• BC3 - São indivíduos com muitas Dificuldades ª preensão da bola e Força SEM UM Fazer funcional n º n º Lançamento Dentro de campo. Utilizam calhas n º Fazer o Lançamento. Nesta classe Estão os SO OS incluidas Outro tipo de com Deficiências Como funcionais Características mesmas.
• BC4 - Estão os SO OS Incluídos Os indivíduos Portadores de deficiência motora funcional com Limite superior
• Identico à BC2.
O Jogo
O Objectivo do Jogo É Uma Marcação do Maior NÚMERO Através de Pontos de Lançamento Fazer séries de 6 bolas em Uma Direcção Uma Bola Alvo.
Como em bolas de NÚMERO 13 São: uma de cor branca Que Corresponde A Bola Alvo, 6 de cor azul e 6 vermelhas. Como São bolas duras, revestidas Mas Pelé hum, hum possuindo Características de poderem Ser agarradas e lançadas Por Pessoas com Dificuldades de preensão.
O atleta PoDE LANÇAR, UM OU USAR pontapear Dispositivo auxiliar tipo goteira / Calha Para Fazer uma bola rolar.
É jogado NUMA Superfície lisa e Rectângulo Num regular, de 12,5 mx 6 topo softwares Antigos possuindo 6 Caixas de Lançamento de 2,5 mx 1m A Partir das Quais SO OS jogadores Lançamentos executam.
O Jogo inicia-se Após sorteio Por Moeda AO AR n º das bolas ESCOLHA. A bola jogada Primeira e Um Ser Uma branca Que Sera seguida de Uma bola vermelha Lançada pelo mesmo Jogador.
O desenrolar do Jogo É Muito simples e Assenta Quem principio Num ESTÁ UM Perder (ESTA Mais Longe da branca) e joga Que a seguir. Assim Quem joga Uma bola branca (e Desde Que ESTA Fique Dentro da zona Validação de campo) Lança Também A primeira bola de cor, A seguir joga o outro lado e DEPOIS Quem joga semper ESTÁ UM Perder.
Participações
Desde participado dez 1984 o NRC-APPC Em Todas regularmente Como Competições de Âmbito Nacional Sendo de realçar OS 100 Títulos Nacionais Distribuídos Pelas Modalidades de Bocha, Atletismo, Futebol 5 e 7.
Durante Todos Estes dez anos o NRC-APPC estado PRESENTE NA Selecção Nacional de Boccia com Participação de Vários Estágios atletas em Competições Internacionais e NAS.
Entre atleta Outros destacamos UM, António Marques conquistou Já que 5 medalhas em ouro, sete de prata e bronze de SEIS.
No presente ano lectivo temos Cerca de 30 atletas das classes Várias inscritos EA Participar Competições Nacionais NAS.
Participações
Desde participado dez 1984 o NRC-APPC Em Todas regularmente Como Competições de Âmbito Nacional Sendo de realçar OS 100 Títulos Nacionais Distribuídos Pelas Modalidades de Bocha, Atletismo, Futebol 5 e 7.
Durante Todos Estes dez anos o NRC-APPC estado PRESENTE NA Selecção Nacional de Boccia com Participação de Vários Estágios atletas em Competições Internacionais e NAS.
Entre atleta Outros destacamos UM, António Marques conquistou Já que 5 medalhas em ouro, sete de prata e bronze de SEIS.
No presente ano lectivo temos Cerca de 30 atletas das classes Várias inscritos EA Participar Competições Nacionais NAS."
terça-feira, 2 de março de 2010
Paralisia Cerebral...
"Classificação:
1.Espástica: Lesão no sistema piramidal caracterizada por um aumento de tônus, hiperreflexia.
2.Atetóide: A lesão se dá nos gânglios da base, responsável por movimentos finos e delicados.
3.Ataxia: A lesão se dá no cerebelo responsável pela coordenação do movimento e equilíbrio.
4.Mista: Representa a combinação de duas formas.
As palavras Paralisias e Cerebrais são usadas para descrever uma condição de ser, um estado de saúde, uma dEficiência física adquirida, um Distúrbio de Eficiência Física que durante muito tempo foi significado de "invalidez".
Atualmente, o termo Paralisias Cerebrais (P.C.) vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo Cerebral quer dizer que área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra Paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e sua coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.
Paralisias cerebrais NÃO SÃO DOENÇAS, mas uma condição médica especial, que freqüentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro. As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como conseqüência de uma lesão cerebral.
Estas lesões possuem diversas causas, freqüentemente devido à falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto, não existindo dois casos semelhantes, pois algumas crianças têm perturbações sutis, quase imperceptíveis, aparentando serem "desajeitadas" ao caminhar, falar ou usar as mãos, enquanto que as submetidas a lesões cerebrais mais graves, a exemplo de casos de anóxia neonatal, podem apresentar incapacidade motora acentuada, impossibilidade de falar, andar e se tornam dependentes para as atividades cotidianas.
Dependendo da localização das lesões e áreas do cérebro que foram afetadas, as manifestações podem ser diferentes. Nas paralisias cerebrais há uma confusão de mensagens entre o cérebro e os músculos.
Há três formas (tipos) mais comuns, dependendo de que mensagens foram afetadas. E pode-se classificar um quarto tipo de P.C. que teria uma combinação de 2 ou mais formas.
A córtex controla os pensamentos, os movimentos e as sensações. Uma anormalidade nela pode resultar na Paralisia Cerebral do tipo Espástica. Caracterizado por aumento e paralisia de tonicidade dos músculos.
Pode haver um lado do corpo afetado (hemiparesia), os membros inferiores (diplegia), ou os 4 membros (quadriplegia).
Os Gânglios da Base ajudam a organizar os movimentos finos e delicados. Uma anormalidade deles pode resultar na Paralisia tipo Atetóide. Caracterizada por distonia (variações da tonicidade muscular) e movimentos involuntários afetando o Sistema ExtraPiramidal.
O cerebelo controla e coordena os movimentos, as posturas e nosso equilíbrio. Uma anormalidade nele pode resultar na P.C. tipo Atáxica.
Caracterizada por diminuição da tonicidade muscular, dificuldade para se equilibrar com descoordenação dos movimentos, podendo haver movimentos trêmulos das mãos e fala comprometida.
Crianças paralisadas cerebrais não conseguem controlar alguns ou todos os seus movimentos. Apenas algumas crianças são afetadas em todos. Algumas terão dificuldade em falar, andar ou usar as mãos. Umas serão capazes de sentar sem suporte ou ajuda, enquanto outras necessitarão de ajuda para a maioria das tarefas de vida diária. Por isso, dizemos que são portadoras de Distúrbios de Eficiência Física, e não apenas deficientes ou paralíticas.
Não há medicamentos nem operações que possam curar uma paralisia cerebral, havendo, porém, diversas e inovadoras possibilidades de melhorar e minimizar seus efeitos. Estes progressos não são súbitos, mas demorados, avançando progressivamente e na dependência direta dos recursos tecnológicos, como o uso da Informática na EDUCAÇÃO e dos recursos terapêuticos colocados à disposição da comunidade.
As crianças com PC têm muitos problemas, mas nem todos são relacionados com com as lesões cerebrais. Citaremos apenas as que mais freqüentemente se manifestam:
Epilepsia: é comum ocorrerem convulsões ou crises epilépticas, de maior ou menor intensidade e dentro das mais variadas formas desta manifestação neurológica, sendo mais comuns no período pré-escolar, estando associadas ao prognóstico e à evolução de outros problemas que atingem um paralisado cerebral.
Deficiência Mental: com uma ocorrência de aproximadamente 50% dos casos, tem levado a distorções e preconceitos acerca dos potenciais destes portadores de deficiência, devendo-se diferenciar os diversos graus de comprometimento mental de cada criança, baseando-se em acompanhamento especializado e evolutivo das mesmas.
Deficiências Visuais: ocorrem casos de baixa-visão, estrabismos e erros de refração, que podem ser precocemente diagnosticados e tratados, com bom prognóstico oftalmológico, devendo-se intensificar sua diagnose com os novos avanços em tecnologia e a correção preventiva de danos com uso de lentes [óculos] ainda nos primeiros anos de vida.
Dificuldades de Aprendizagem: as crianças com P.C. podem apresentar algum tipo de problema de aprendizagem, o que não significa que elas não possam ou não consigam aprender, necessitando apenas de recursos aprimorados de Educação Especial, integração social em Escolas Regulares, uso de Recursos Tecnológicos, a exemplo do uso de Computadores e outros aparelhos informatizados para o estímulo e a busca de meios de comunicação e aprendizagem inovadores para PC.
Dificuldades de Fala e Alimentação: devido à lesão cerebral ocorrida, muitas crianças com P.C. apresentam problemas de comunicação verbal e dificuldades para se alimentar, devido ao tônus flutuante dos músculos da face, o que prejudica a pronúncia das palavras com movimentos corretos, podendo-se recorrer a tratamentos especializados e orientação fonoaudiológica, a fim de minimizar e até resolver alguns destes distúrbios. E para as crianças que não falam, já contamos com os comunicadores alternativos e as linguagens através de símbolos, como o método Bliss, que associados aos recursos informatizados podem auxiliar, a exemplo dos sintetizadores de fala, a expressão dos pensamentos e afetos de um paralisado cerebral.
Outros problemas: dificuldades auditivas, disartria, déficits sensoriais, escoliose, contraturas musculares, problemas odontológicos, salivação incontrolável, etc...: Todos estes problemas podem surgir associados ou isoladamente na dependência direta do tipo de PC que a criança apresentar, já que seus déficits motores afetam sua psicomotricidade e seu comportamento emocional e social, que podem resultar num desenvolvimento global atrasado, que muitas vezes ainda é confundido com capacidade cognitiva pobre, gerando uma imagem preconceituosa sobre as capacidades e potencialidades para vida independente e autônoma de portadores de Paralisias Cerebrais"







