segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Deficência mental...



















...têm deficiência mental
"• A maioria das pessoas com paralisia cerebral tem o funcionamento intelectual preservado, e muitos apresentam uma inteligência superior à média. Somente uma minoria apresenta, também deficiência mental.

...são agressivas e nervosas
• O visual da paralisia cerebral, em geral, se deve à emissão de actos involuntários produzidos por uma lesão no cérebro, em diferentes regiões motoras do cérebro. Assim, o paralisado cerebral pode apresentar movimentos de contracção muscular, movimentos abruptos e movimentos faciais incomuns, o que levam as pessoas a acharem que são agressivos, ou nervosos. Isto não é verdadeiro. Seria uma situação semelhante considerar nervosa, ou agressiva, uma pessoa que está com torci colo, e que para mover o pescoço e a cabeça faz “careta” de dor.

...são lentas, não atendem à rapidez exigida no trabalho competitivo
• As pessoas com paralisia cerebral apresentam lentidão para realizar actividades que exijam habilidade motora. Entretanto, há equipamentos e a informática que podem lhe conferir condições de igualdade na produtividade, quando comparado a qualquer profissional


Paralisia Cerebral e Deficiência Intelectual.
Existem alguns mitos relacionados às pessoas com deficiência, em geral alimentados pela sociedade em virtude da falta de convivência e familiaridade. Um deles é a associação da paralisia cerebral com deficiência intelectual. Uma até pode estar associada à outra, mas isso não é regra, pois são quadros muito distintos.

Há vários tipos de paralisia cerebral, relacionados com a localização e a extensão da lesão no cérebro, mas a lesão necessariamente não chega a atingir o intelecto. Quando a lesão está localizada nas áreas que modificam ou regulam o movimento, a criança apresenta movimentos involuntários, que estão fora de seu controle e permanecem durante a fase de desenvolvimento e na idade adulta.



As Várias Causas da Paralisia Cerebral.
Segundo a Associação de Paralisia Cerebral do Brasil (APCB), a paralisia cerebral se dá pela falta de oxigénio no cérebro durante o nascimento. Algumas doenças ou problemas durante a gestação também podem causar a PC, como, por exemplo, ameaça de aborto, choque direito no abdômen da mãe, incompatibilidade entre o tipo sanguíneo da mãe e do pai, hipertensão arterial durante a gravidez, infecções congênitas como a sífilis, toxoplasmose, herpes, rubéola, consumo de drogas e exposição a radiação ou qualquer outro fator que leve a uma lesão no sistema nervoso central. As causas perinatais estão relacionadas principalmente com complicações durante o parto e a prematuridade.

As principais causas de PC depois do nascimento são febre prolongada e muito alta, desidratação grave, sarampo e traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade, entre outras. Isso se dá pelo fato de até os dois anos de vida o sistema nervoso central não estar totalmente formado. Pode se definir a PC como um distúrbio ou transtorno dos movimentos e da postura, que não regride e não progride, e assim não se caracteriza como doença ou síndrome. Pode trazer dificuldades nos movimentos, na locomoção, audição e visão do bebê. Mas, em 90% dos casos, a inteligência de quem tem PC é preservada.



Diferenças entre Paralisia Cerebral e Deficiência Intelectual.
Segundo o neurologista infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Fernando Kok, uma lesão no sistema nervoso central pode afetar a parte motora ou mental da pessoa e quando esta lesão só atinge a parte motora, denomina-se paralisia cerebral. Quando a lesão compromete a parte mental (cognitivo), resulta em deficiência intelectual. De acordo com a Associação Americana de Deficiência Intelectual e Distúrbio do Desenvolvimento, a pessoa com deficiência intelectual apresenta QI menor que 70, o que necessariamente não faz relação com quem tem PC.



Educação e Escola.
Na questão da educação, muitas vezes quem tem PC não é acometido por nenhuma disfunção cognitiva, mas apresenta limitações físicas, como não conseguir ficar muito tempo sentado e não se comunicar ou escrever da forma convencional. Normalmente são utilizadas ajudas técnicas como cadeira e lápis adaptados, podendo estudar em escola regular.



Prevenção e Diagnóstico.
Existem diversos graus de limitações e não é possível reverter um quadro de PC, uma vez que a lesão do cérebro estará sempre lá, porém, é possível preveni-lo, sendo muito importante que as mães façam o pré-natal durante toda a gestação.

O diagnóstico da paralisia cerebral é feito por análises neurológicas e exames por imagem como ressonância magnética, tomografia e ultra-som. No exame clínico é observado se há sinais de reflexos, com o exame do martelinho, se há atraso na evolução da criança, como sentar, manter o corpo mais firme, andar, etc.

"Ao engravidar, a mulher deve procurar alimentar-se bem, evitar o álcool, o fumo e não tomar remédios sem consultar o médico. Vacinar o bebê e evitar qualquer situação de risco são essenciais", destaca a fisioterapeuta e doutora em Ciências pelo Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP, Ana Paula Restiffe.



Sociedade e Pessoas com Paralisia Cerebral.
Por desconhecimento da sociedade em geral, as pessoas que possuem PC têm dificuldades na vida social e profissional. Com relação ao mercado de trabalho, o preconceito em relação ao paralisado cerebral leva ao descrédito sobre suas reais capacidades. No Brasil, onde a crise de emprego atinge parte considerável da população, a paralisia cerebral se apresenta como mais uma barreira para que o individuo consiga uma colocação profissional, e por conseqüência, aceitação na sociedade.



Alguns Paralisados Cerebrais Vencedores.
Muito embora a sociedade manifeste desconhecimento ou preconceito em relação ao paralisado cerebral, existem vários exemplos de pessoas que se destacam com maestria em suas áreas de atuação. São vencedores, sobreviventes da realidade excludente a que são submetidos, desde o nascimento, uns mais outros menos, dependendo da gravidade do quadro.



Ricardo Tadeu Marques da Fonseca.
Um exemplo clássico é o procurador do Ministério Público do Trabalho, Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, que nasceu no sexto mês de gestação e o excesso de oxigenação no cérebro e problemas no parto ocasionaram deficiência visual e paralisia cerebral. Ele é um exemplo de paralisia cerebral leve. Hoje, aos 48 anos, é cego, com PC e um dos mais brilhantes defensores dos direitos das pessoas com deficiência. A paralisia cerebral afetou seus membros superiores e inferiores, mas realizou fisioterapia e várias cirurgias na infância e adolescência, ficando com poucas seqüelas.



Antonio Carlos Viviane.
Um exemplo de pessoa com paralisia cerebral não tão leve é Antonio Carlos Viviani, o Carlinhos, escritor e poeta. Com 31 anos, tem deficiência física nos membros superiores e inferiores. Quando escreve, expressa nas letras seu lado romântico e terno com amplo alcance. Quando fala é pouco entendido, pois a PC lhe deixou sérias seqüelas que prejudicam a comunicação oral. Mesmo assim, sente-se diferente apenas porque utiliza cadeira de rodas para se locomover. Cadeira, aliás, que empurra com o próprio pé de ré, para que ninguém a empurre, pois gosta de enfatizar que é independente.

Para ele, as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia são a comunicação, o preconceito e a falta de informação de algumas pessoas. "Dependendo do caso, algumas coisas não consigo fazer, como tirar a barba, porém me alimento sozinho e faço quase tudo", destaca.

No fundo, Carlinhos alimenta o sonho de um dia ser tratado como qualquer um. "Afinal, a gente é igual", afirma. Carlinhos destaca, ainda, que no caso dele, a PC não lhe afetou a mente. "O mais importante é a força de vontade. É preciso ter força de vontade para colocar o dom para fora. Eu escrevo porque gosto! As pessoas começaram a elogiar e saiu o livro. Para vender é difícil, mas eu gosto de escrever", observa.



Sueli Harumi Satow.
Outro exemplo é a comunicadora e filósofa Suely Harumi Satow, 54 anos, com mestrado e doutorado em Psicologia Social, pela PUC de São Paulo. Apesar da titulação, ela destaca que, em geral, os atendentes de lojas e médicos a tratam como se tivesse deficiência intelectual.

Ela atribui seu desenvolvimento ao apoio da família. Seus pais a incentivavam sempre, mesmo nas situações mais difíceis. "Na escola também havia um outro extremo, na classe me consideravam a aluna exemplar por causa das seqüelas, mas na hora do lanche eu ficava com as excluídas (a mais gorda, a mais feia, etc.). Estas circunstâncias levaram-me a um desequilíbrio psíquico muito forte, que quase me colocaram em um hospício", afirma.

Suely gostaria que a sociedade a tratasse como as outras pessoas, vendo-a como ser humano, apesar das diferenças, e não como um ser incapaz com necessidade de tutela. "A sociedade deveria rever sua hipocrisia, fingindo que não é preconceituosa, e olhar profundamente para ela mesma, os indivíduos que a compõem, e se conhecer melhor. Talvez, agindo assim, as diferenças diminuiriam gradativamente", observa.



Felipe Sales.
Também o pequeno Filipe, de quatro anos, é um garoto com PC, mas isso não é sequer imaginado por quem o vê serelepe pelos corredores da Divisão de Medicina de Reabilitação do HC (DMR), onde faz reabilitação e conquista a todos com seu sorriso maroto. Sua mãe, Maria Paula Sales, psicóloga, conta que sua gravidez foi sem intercorrências, calma e normal. O filho apresenta pequena dificuldade motora em membros inferiores e braço esquerdo.

"Ele tem uma rotina normal, como qualquer outra criança, brinca, vai à escola, adora cantar e dançar, enfim, é uma criança muito alegre", destaca a mãe. Com a reabilitação, ela espera que as sequelas, que não são acentuadas, sejam ainda mais amenizadas e que ele consiga cada vez com mais facilidade realizar as actividades de vida diária. "Espero que ele se realize como pessoa e que a pequena deficiência que ele apresenta não o impeça de fazer o que ele gostar e quiser", afirma. "

sábado, 31 de outubro de 2009

A vida é mesmo a sim muito dura quanto mais ela e dora maiore é o dezafiu...






















Autoria de S.Jorge Rodrigues


PARA OS DEFICIENTES NÃO Á BARREIRAS
PARA NADA


QUER DIZER HAVER HÁ .
NÓS COM MUITA FORÇA DE VONTADE


CONSEGUIMOS FAZER TUDO OU QUER DIZER QUASE TUDO


PODEMOS LEVAR MAIS TEMPO


MAS CONSEGUIMOS FAZER TUDO


COMO OUTRA PESSOA NORMAL
AS VEZES O QUE PARCIA INPOSSÍVEL
ACONTECE



"A paralisia cerebral é um estado caracterizado por fraco controlo muscular, espasticidade, paralisia e outras deficiências neurológicas, como resultado de uma lesão cerebral produzida durante a gravidez, na altura do parto, depois do nascimento ou antes dos 5 anos.

A paralisia cerebral não é uma doença e também não é progressiva. As partes do cérebro que controlam os movimentos musculares são particularmente vulneráveis à lesão nos bebés prematuros e nos muito pequenos. A paralisia cerebral afecta 1 ou 2 em cada 1000 bebés, mas é 10 vezes mais frequente nos bebés prematuros e, especialmente, nos de pouco peso.

Causas

Diferentes tipos de lesões podem causar paralisia cerebral, mas, habitualmente, a causa é desconhecida. As lesões produzidas durante o parto e o fraco fornecimento de oxigénio ao cérebro antes, durante e imediatamente depois do nascimento são a causa de 10 % a 15 % dos casos. Os bebés prematuros são particularmente vulneráveis, possivelmente em parte porque os vasos sanguíneos do cérebro apresentam um desenvolvimento anormal e sangram facilmente ou porque não podem proporcionar oxigénio suficiente ao cérebro.

Os valores elevados de bilirrubina no sangue, frequentes nos recém-nascidos, podem desembocar numa doença chamada querníctero, com lesão cerebral. (Ver tabela da secção 23, capítulo 252) Contudo, a icterícia resultante dos altos valores de bilirrubina no sangue pode ser hoje em dia tratada facilmente nos recém-nascidos, e a incidência do querníctero diminuiu notoriamente. Durante os primeiros anos de vida, doenças graves, como a meningite, a sepse, o trauma e a desidratação grave, podem causar lesão cerebral e desembocar em paralisia cerebral.

Sintomas

Os sintomas da paralisia cerebral podem oscilar entre a falta de jeito quase imperceptível e a espasticidade grave, que torce os braços e as pernas e confina a criança a uma cadeira de rodas. Existem quatro tipos principais de paralisia cerebral:

Espástica (pela qual os músculos se tornam rígidos e fracos), que se manifesta em aproximadamente 70 % das crianças com paralisia cerebral.
Coreoatetóide (em que os músculos espontaneamente se movem devagar e sem controlo), que se apresenta em aproximadamente 20 % das crianças com paralisia cerebral.
Atáxica (pouca coordenação e movimentos inseguros), que ocorre em aproximadamente 10 % das crianças com paralisia cerebral.
Mista (em que dois dos tipos antes mencionados, em geral espástico e coreoatetóide se combinam), que ocorre em muitas crianças.
Na paralisia cerebral espástica, a rigidez pode afectar os braços e as pernas (quadriplegia), sobretudo as pernas (paraplegia), ou apenas o braço e a perna de um lado (hemiplegia). As pernas e os braços afectados encontram-se pouco desenvolvidos, são rígidos e fracos.

Na paralisia cerebral coreoatetóide, os movimentos dos braços, das pernas e do corpo são lentos, retorcem-se e são incontroláveis, mas também podem ser bruscos e esticões; as emoções fortes pioram os movimentos e o sono fá-los desaparecer.

Na paralisia cerebral atáxica, a coordenação muscular é pobre, e existem fraqueza e tremores musculares. As crianças que sofrem desta perturbação têm dificuldade em fazer movimentos rápidos e caminham com pouco equilíbrio, com as pernas amplamente separadas.

Em todas as formas de paralisia cerebral, a fala pode ser difícil de entender porque a criança tem dificuldade em controlar os músculos que intervêm na pronúncia das palavras. A maioria das crianças com paralisia cerebral tem outros problemas, como inteligência inferior à normal ou atraso mental grave. Contudo, aproximadamente 40 % destas crianças têm uma inteligência normal ou quase normal. Em 25 % dos casos de paralisia cerebral, em geral a de tipo espástico, produzem-se ataques epilépticos.

Diagnóstico

A paralisia cerebral, habitualmente, não pode ser diagnosticada nas primeiras etapas da infância. Quando problemas musculares tais como o fraco desenvolvimento, a fraqueza, a espasticidade ou a falta de coordenação se tornam evidentes, o médico tenta controlar a criança para determinar se o problema se deve a uma paralisia cerebral ou a uma perturbação progressiva, particularmente alguma que tenha tratamento. Em geral não se pode precisar o tipo de paralisia cerebral antes de a criança completar os 18 meses.

As provas laboratoriais não podem identificar a paralisia cerebral. Contudo, para afastar outras perturbações, podem realizar-se análises de sangue, estudos musculares eléctricos, biopsia muscular e tomografia axial computadorizada (TAC) ou ressonância magnética (RM) do cérebro.

Tratamento

A paralisia cerebral não tem cura, os seus problemas duram toda a vida. Contudo, existem alternativas que podem realizar-se para facilitar a independência da criança.

A fisioterapia, a terapia profissional, os colares e a cirurgia ortopédica podem melhorar o controlo muscular e a marcha. A terapia da fala pode melhorar a capacidade de expressão oral, contribuindo também para solucionar os problemas para comer. Os quadros epilépticos podem ser controlados por meio de anticonvulsivantes. (Ver tabela da secção 6, capítulo 73)

Muitas crianças com paralisia cerebral crescem normalmente e vão a escolas normais se não apresentarem deficiências intelectuais e físicas graves. Outras exigem fisioterapia extensiva, precisam de educação especial e estão muito limitadas nas actividades diárias, exigindo algum tipo de cuidado e assistência por toda a vida. Inclusive as crianças gravemente afectadas podem melhorar com a educação e o treino.

A informação e a assistência estão à disposição dos pais, a fim de os ajudar a entender a doença do filho e o seu potencial, assim como para os assistir nos problemas à medida que eles se vão apresentando. (Ver secção 23, capítulo 256) Para ajudar uma criança a alcançar o seu potencial mais elevado, a atenção carinhosa dos pais pode combinar-se com a ajuda dos organismos de assistência pública e privada, como as intervenções dos centros de saúde e dos organismos de reabilitação com fins humanitários.

O prognóstico depende habitualmente do tipo de paralisia cerebral e da sua gravidade. Mais de 90 % das crianças com paralisia cerebral sobrevivem na idade adulta. Só as mais gravemente afectadas (as que são incapazes de qualquer cuidado pessoal) apresentam um prognóstico de vida muito reduzido."

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Paraolímpicos 2008: Deficiência intelectual sem provas em Pequim



Esta semana conheça as cinco associações das áreas de deficiência com praticantes no desporto adaptado.

Dossiê: Jogos Paraolímpicos 2008






Acompanhe a participação portuguesa nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.A Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes (FPDD) promove o desporto adaptado em colaboração com cinco associações, correspondentes a diferentes áreas de deficiência: auditiva, visual, motora, intelectual e paralisia cerebral.

Contudo, as deficiências intelectuais e auditivas não vão fazer parte dos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Os atletas portugueses de deficiência intelectual não vão poder participar porque o programa paraolímpico não desenvolveu provas para essa área de deficiência.

Costa Pereira, presidente da Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual (ANDDI), considera que esta exclusão se deve a uma questão discriminatória, porque “a deficiência intelectual, tal como a auditiva, não é visível". "Não têm a espectacularidade de outros desportos e outras deficiências”, afirma.

O presidente da ANDDI salientou que Portugal teve participações em Atenas e Sidney. “Este ano não é Portugal que não participa, simplesmente não há provas”. Como resultado, houve necessidade, a nível internacional, de fazer uns jogos alternativos para atletas com deficiência intelectual. Os Global Games vão realizar-se em 2009 na cidade de Liberec, na República Checa.

Em declarações ao JPN, Costa Pereira revelou ainda que está a haver um esforço do governo britânico no sentido de integrar a deficiência intelectual nos Jogos Paraolímpicos de Londres, em 2012.

Já a deficiência auditiva, representada em Portugal pela Liga Portuguesa de Desportos para Surdos (LPDS), nunca esteve incluída nos Jogos Paraolímpicos, e tem uma competição própria - os Jogos Surdolímpicos - que se vão realizar em Taipei, em 2009.

Associações com expectativas elevadas para Pequim
A Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), criada em 1989, vai levar a Pequim cerca de uma dezena de participantes em atletismo. Por falta de especialização, o judo e o goalball não vão estar representados. Carlos Ferreira, presidente da ACAPO adiantou que “as expectativas são boas" e pelos resultados que a equipa tem tido, "pelo menos metade dos atletas são favoritos” para a conquista de medalhas.

A Associação Nacional de Desporto para Deficiência Motora (ANDDEMOT) existe desde 1995 e tem filiados cerca de 37 clubes e 200 praticantes. Nesta área de deficiência estão integrados na preparação paraolímpica atletas de natação e atletismo.

Joaquim Viegas, presidente da PCAND (Paralisia Cerebral - Associação Nacional de Desporto) revelou que esta área de deficiência vai levar a Pequim todas as modalidades, excepto futebol de sete. “Neste momento temos um ciclista, quatro nadadores, uma atleta em atletismo e nove jogadores de boccia, apesar de nem todos os praticantes desta modalidade terem paralisia cerebral”, informou.

O presidente revelou que “as expectativas são sempre altas porque as possibilidades de chegar ao pódio são reais". "Este ano um ou dois nadadores podem chegar às medalhas, e em boccia todas as categorias têm sido medalhadas”, afirmou.

sábado, 5 de setembro de 2009

Paralisia Cerebral: 200 novos casos por ano em Portugal












Todos os anos são diagnosticados em Portugal cerca de 200 novos casos de crianças com paralisia cerebral, uma doença que pode significar apenas um problema motor, difícil de ultrapassar quando as ajudas técnicas tardam em chegar.

Hoje, graças à evolução técnica, a vida de muitos doentes com paralisia cerebral pode ser facilitada se houver “determinação” em seguir em frente. Rita Cuca, uma rapariga de 24 anos, conseguiu tirar um curso superior e está agora a terminar um mestrado. Apesar de não conseguir falar, foi com a ajuda de um computador que estudou e agora está a terminar um conto que pensa publicar no Natal. Mas nem todas as histórias de paralisia cerebral correm assim tão bem.

“Muitas vezes essas ajudas técnicas que permitem dar maior independência aos deficientes chegam tarde de mais. Prescrevemos a ajuda técnica hoje e ela chega passado um ano”, alerta José Barros, médico e presidente da Federação Portuguesa das Associação de Paralisia Cerebral composta pelos 15 centros existentes no país.

Resultado: os equipamentos “ficam desadequados”. Tal como um fato de vestir, estas ajudas técnicas são feitas à medida do corpo e das necessidades e o crescimento da criança faz com que deixe de “servir”.

“A dotação orçamental é insuficiente e chega tardiamente”, lamenta José Barros, sublinhando que “uma ajuda técnica não é um luxo é uma necessidade”.

Sem o apoio esperado da Segurança Social, muitas vezes são as associações que acabam por ajudar as famílias. Quando não é atribuído o equipamento necessário, “as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), dentro do seu parco orçamento, vão ajudando as famílias, emprestando algum dinheiro que falta para poder suprir as falhas”, lembra José de Barros.

Mário Augusto, jornalista da SIC, sabe do que fala o especialista. Pai de uma menina de nove anos com paralisia cerebral, conhece de perto histórias de famílias a quem os equipamentos chegaram tarde de mais. “Há quatro anos foi pedida uma tábua para pôr os pés para que a criança pudesse estar sempre de pé. O pedido foi feito no início do ano lectivo. Foram tiradas as medidas, mas só veio quase no fim das aulas. Quando chegou já não servia”, recorda.

“Qualquer ajuda técnica pode custar milhares de euros. Por exemplo, um andarilho, fundamental para uma criança andar, custa mil euros. Agora, a minha filha vai precisar de uma cadeira de rodas e há meses que andamos a tratar do processo com a segurança social”, lamenta o jornalista, lembrando que nem todas as familias têm capacidade financeira para comprar os equipamentos essenciais para o desenvolvimento das crianças.

O jornalista lamenta também o “desconhecimento generalizado que existe em torno da paralisia cerebral”. Para o pai da Rita, o nome da doença está “desadequado”, uma vez que muitas vezes se trata apenas de uma lesão neuro-motora, mas a generalidade das pessoas ainda a associa a uma deficiência mental.

“A paralisia cerebral é uma deficiência motora e grande parte das pessoas é intelectualmente capaz. A paralisia cerebral pode é ter associado outro tipo de deficiência, como mental, visual ou auditiva”, explica José de Barros.

Outra das falhas apontadas é a falta de informações sobre a incidência da doença em Portugal. Sem números, torna-se difícil adequar as necessidades à realidade, lembra José de Barros.

“Estamos a fazer um registo nacional de paralisia cerebral. Neste momento temos os dados de 2001, mas este é um trabalho feito por voluntários. Agora já podemos dizer que nesse ano foram diagnosticadas 210 crianças”, lembra por seu turno Maria da Graça Andrade, investigadora nesta área. Números que se assemelham às estatísticas nacionais e internacionais que indicam que dois bebés em cada mil sofrem de paralisia cerebral.

Apesar das críticas, José de Barros reconhece que tem havido um esforço por parte dos governos em melhorar a situação. O médico ainda se lembra dos tempos em que começou a trabalhar nesta área, há cerca de três décadas: “Encontrava crianças escondidas, fechadas em quartos, porque os pais não tinham forma de as tratar”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009












"Paralisia cerebral ou encefalopatia crônica não progressiva é uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais.

Acontece durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança. É importante saber que o portador possui inteligência normal (a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória).

Mas se a visão ou a audição forem prejudicadas, a pessoa poderá ter dificuldades para entender as informações como são transmitidas; se os músculos da fala forem atingidos, haverá dificuldade para comunicar seus pensamentos ou necessidades. Quando tais fatos são observados, o portador de paralisia cerebral pode ser erroneamente classificado como deficiente mental ou não-inteligente.

A avaliação e o tratamento da paralisia cerebral é feita por neurologistas infantis. O Professor Antônio Branco Lefèvre é considerado o pai da neurologia infantil no Brasil. Lefévre foi professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O que é paralisia cerebral?

Material fornecido por Cristianne Akie Kavamoto - Médica-fisiatra coordenadora da equipe infantil da Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

É o termo utilizado para definir um conjunto de distúrbios motores decorrentes de lesão, no cérebro durante os primeiros estágios de desenvolvimento. Pode ocorrer também alteração mental, visual, auditiva, da linguagem e do comportamento. A lesão é estática: não muda e não se agrava, ou seja, o quadro não é progressivo. No entanto, algumas características podem mudar com o tempo. www.angelotti.eti.br/fono/

Na literatura especializada, existe uma gama enorme de definições que conceituam a paralisia cerebral. Segundo Little Club (1959) "paralisia cerebral é uma desordem do movimento e da postura, persistente, porém variável, surgida nos primeiros anos de vida pela interferência no desenvolvimento do sistema nervoso central, causada por uma desordem cerebral não progressiva."

Outra definição é aquela formulada por Barraquer Bordas (1966), segundo a qual a "paralisia cerebral é a seqüela de uma agressão encefálica, que se caracteriza primordialmente por um transtorno persistente, porém não invariável, do tônus, da postura e do movimento, que surge na primeira infância e que não é somente secundária a esta lesão não evolutiva do encéfalo, mas se deve também à influência que a referida lesão exerce sobre a maturação neurológica."

Uma terceira definição, que também aceita condições hereditárias no conceito de paralisia cerebral, é a de Hagberg (1975): "a paralisia cerebral é definida por um prejuízo permanente do movimento ou da postura que resulta de uma desordem encefálica não progressiva. Esta desordem pode ser causada por fatores hereditários ou eventos ocorridos durante a gravidez, parto, período neo natal ou durante os dois primeiros anos de vida." Atualmente, considera-se que o termo "paralisia cerebral" não é exato, já que muitas vezes as funções cognitivas ficam preservadas e são alteradas apenas as funções motoras. Quais são as causas da paralisia cerebral?

O fator causador pode ter ocorrido antes, durante ou após o parto.

Antes do parto (causas pré-natais): infecções como rubéola, sífilis, listeriose, citomegalovirose, toxoplasmose e AIDS; uso de drogas, tabagismo, álcool; desnutrição materna; alterações cardiocirculatórias maternas, pois todos os nutrientes, inclusive o oxigênio da criança, vêm da mãe.

Próximo do parto (causas perinatais): anóxia (falta de oxigênio no cérebro), hemorragias intracranianas (trauma obstétrico).

Após o parto (causas pós-natais): traumas na cabeça, meningites, convulsões, desnutrição, falta de estimulação, hidrocefalia.

O cérebro é o órgão que controla todo o funcionamento do organismo. A falta de oxigênio é uma das maiores causas de lesão cerebral; traz prejuízo para o desenvolvimento e pode acontecer antes, durante ou depois do parto.

O Sistema Nervoso Central (SNC) é formado pelo cérebro e medula espinal. O desenvolvimento do SNC se inicia dentro do útero e continua até os 18 anos de idade. Por isso, dependendo da etapa de desenvolvimento do cérebro, uma lesão tem efeitos diferentes. Após a lesão, o sistema nervoso continua a se desenvolver às custas das partes não lesadas. Como é classificada a paralisia cerebral?

Há vários tipos, dependendo da alteração motora predominante que ocorreu:

Espástico: É o tipo mais comum. Caracteriza-se por lesão do córtex cerebral, com diminuição da força muscular e aumento do tônus muscular. Tônus é o grau de tensão muscular. Neste tipo, ocorre um aumento da tensão, que pode ser sentido com a mão ou como uma maior resistência à movimentação de uma parte do corpo. Atetóide: Neste tipo, ocorrem movimentos involuntários que a pessoa não consegue controlar. Atáxico: Este tipo apresenta dificuldade na coordenação motora (tremores ao realizar um movimento). Mistos: Quando há características de 2 tipos ao mesmo tempo (por exemplo: espástico e atetóide)

Dependendo da distribuição das partes do corpo afetadas, teremos tetraparesia, diparesia, hemiparesia ou monoparesia."

terça-feira, 28 de julho de 2009

A paralisia cerebral não contagiosa...













As palavras paralisias e cerebrais são usadas para descrever uma condição de ser, um estado de saúde, uma deficiência física adquirida, um Distúrbio de Eficiência Física que durante muito tempo teve o significado de "invalidez".
Atualmente, o termo Paralisias Cerebrais (P.C.) vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo cerebral quer dizer que área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e sua coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.
Paralisias cerebrais não são doença, mas uma condição médica especial (que freqüentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro. As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como conseqüência de uma lesão cerebral.
Estas lesões possuem diversas causas, freqüentemente devido à falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto, não existindo dois casos semelhantes, pois algumas crianças têm perturbações sutis, quase imperceptíveis, aparentando serem "desajeitadas" ao caminhar, falar ou usar as mãos, enquanto que as submetidas a lesões cerebrais mais graves, a exemplo de casos de anóxia neonatal, podem apresentar incapacidade motora acentuada, impossibilidade de falar, andar e se tornam dependentes para as atividades cotidianas.
SAIBA QUE:
1. A Paralisia Cerebral não é contagiosa.
2. A pessoa com Paralisia Cerebral tem inteligência normal, a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória.
3. Se a pessoa portadora de Paralisia Cerebral tiver sua visão ou audição prejudicada pela lesão, terá dificuldades para entender as informações como normalmente são transmitidas; Se o controle da fala for atingidos, terá dificuldades para comunicar seus pensamentos ou necessidades. Quando tais fatos não são observados, a pessoa portadora de Paralisia Cerebral pode ser erroneamente classificada como deficiente mental ou não inteligente.
4. Homens e mulheres portadores de Paralisia Cerebral podem ter filhos como qualquer outra pessoa. As características dos óvulos e dos espermatozóides, bem como a estrutura dos órgãos reprodutores, não são afetados pela lesão cerebral.
PRINCIPAIS CAUS€AS DURANTE O PARTO
· Falta de oxigênio ao nascer (o bebê demora a respirar, lesando parte(s) do cérebro);
· Lesões causadas por partos difíceis, principalmente a dos fetos muito grandes de mães pequenas ou muito jovens (a cabeça do bebê pode ser muito comprimida durante a passagem pelo canal vaginal);
· Trabalho de parto demorado;
· Mau uso do fórceps, manobras obstétricas violentas;
· Os bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e pesando menos de 2 quilos) têm mais chances de apresentar Paralisia Cerebral.
PRINCIPAIS CAUSAS DEPOIS DO NASCIMENTO
· Febre prolongada e muito alta;
· Desidratação, com perda significativa de líquidos;
· Infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite;
· Ferimento ou traumatismo na cabeça;
· Falta de oxigênio por afogamento ou outras causas;
· Envenenamento por gás, por chumbo (utilizado no esmalte cerâmico, nos pesticidas agrícolas ou outros venenos);
· Sarampo;
· Traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade.
PREVENIR É IMPORTANTE
· Muitos casos de Paralisia Cerebral podem ser evitados através de campanhas educativas, visando os futuros pais e profissionais que lidam com a gestante, a parturiente e o bebê. É importante a presença de um médico pediatra (neo-natologista) na sala de parto.
· Antes de pensar em ter filhos, o casal deve passar por exames médicos para detectar a possibilidade de problemas hereditários e a incompatibilidade sangüínea.
· Ao engravidar, a mulher deve ir periodicamente ao médico, procurar alimentar-se bem, evitar o álcool, o fumo e não tomar remédios sem consultar o médico.
· Vacinar o bebê e evitar qualquer situação de risco é essencial para uma saúde perfeita.
PARTES DO CORPO AFETADAS
A Paralisia Cerebral atinge diversas regiões do cérebro.
Dependendo de onde ocorre a lesão e da quantidade de células atingidas, diferentes partes do corpo podem ser afetadas, alterando o tônus muscular, a postura e provocando dificuldades funcionais nos movimentos.
Pode gerar movimentos involuntários, alterações do equilíbrio, do caminhar, da fala, da visão, da audição, da expressão facial. Em casos mais graves pode haver comprometimento mental.
TEM PARALISIA CEREBRAL
A pessoa com paralisia cerebral anda com dificuldade ou não anda, pode ter problemas de fala. Seus movimentos podem ser estranhos ou descontrolados. Pode involuntariamente apresentar gestos faciais incomuns, sob a forma de caretas. Geralmente, porém trata-se de uma pessoa inteligente e sempre muito sensível – ela sabe e compreende que não é como os outros.
Para ajudá-la, não a trate bruscamente. Adapte-se ao seu ritmo. Se não compreender o que ela diz, peça-lhe que repita: ela o compreenderá. Não se deixe impressionar pelo seu aspecto. Aja de forma natural... Sorria... é uma pessoa igual a você!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

paralisia cerebral














Pnão é uma doença em particular. O termo significa uma condição física que afetaaralisia Cerebral os movimentos como resultado de um dano ao cérebro. Cada pessoa que tem Paralisia Cerebral é afetada de um modo diferente.
O que é?
Há diferentes tipos de Paralisia Cerebral. Enquanto algumas pessoas são severamente afetadas, outras tem um distúrbio menor, dependendo de quais partes do cérebro foram danificadas.
Os tipos principais de Paralisia Cerebral são:
Paralisia Cerebral Espástica - alguns músculos ficam encurtados, rígidos e enfraquecidos, tornando o controle de movimentos difícil
Paralisia Cerebral Atetóide (caso de Clara) - o controle dos músculos é interrompido por movimentos espontâneos e indesejados. O controle da postura também é prejudicado
Paralisia Cerebral Atáxica - Os problemas incluem difculdades de equilíbrio, movimentos instáveis dos pés e das mãos e dificuldades na fala
Paralisia Cerebral Mista - uma combinação de duas ou mais das opcões acima
Quais são os sintomas?
Os sintomas de PC podem levar meses para se tornarem aparentes e dependem do tipo.
Pode haver tônus muscular anormal (rigidez ou moleza) dos membros e posturas estranhas. É exatamente isso que ocorre com Clara.
Na Paralisia Cerebral Espástica (70 por cento dos casos), os membros se tornam rígidos e podem se retrair. Na Paralisia Cerebral Atetóide (10 por cento dos casos), a criança desenvolve movimentos retorcidos irregulares e involuntários. Às vezes parece que Clara tem movimentos "serpenteantes" com suas mãozinhas.
Pode haver falta de coordenação dos músculos da boca, causando problemas de alimentação como alimentação lenta, engasgos e vômitos, atraso no desenvolvimento de etapas motoras, tais como engatinhar e andar, fraqueza ou paralisia dos membros, marcha anormal e lentidão no desenvolvimento da fala e de habilidades sociais.
Cerca de uma em cada três crianças e adolescentes com Paralisia Cerebral também apresentam Epilepsia - Clara não apresentou epilepsia até agora. No entanto, estamos cientes que ela pode desenvolver epilepsia a qualquer momento.
Outros problemas comuns incluem (veja como os sintomas de Clara se encaixam nos sintomas descritos aqui):
Dificuldade para caminhar, escrever, comer, falar, se vestir
Problemas com equilíbrio e coordenação motora
Dificuldades para controlar e manter a postura (eles precisam de ajuda para sentar eretos)
Problemas visuais (Clara tem estrabismo devido a Paralisia Cerebral)
Problemas de audição
Um preconceito comum é que pessoas com Paralisia Cerebral tem dificuldades de aprendizado. Isso pode acontecer porque as pessoas com Paralisia Cerebral tem problemas para controlar seus movimentos faciais e a fala e pode ser bem difícil entender o que eles falam a princípio.
Contudo, assim como o resto da população, há uma faixa de inteligência. Algumas pessoas com Paralisia Cerebral tem dificuldades de aprendizado moderadas ou severas, enquanto outras são extremamente inteligentes.
Quais são as causas?
É mais fácil pensar sobre Paralisia Cerebral como sendo uma condição na qual uma parte do cérebro não se desenvolveu apropriadamente. Isso pode ser causado por uma variedade de eventos que podem ocorrer antes, durante ou após o nascimento.
A maioria das pessoas pensam em Paralisia Cerebral como sendo uma condição causada por problemas durante o trabalho de parto ou durante o nascimento. Contudo, aceita-se agora que as complicações nessa fase são fatores importantes em apenas uma minoria dos casos, cerca de um em cada dez.
A causa mais comum de Paralisia Cerebral é algo que danifica o cérebro enquanto o bebê ainda está em crescimento no útero. Os fatores antenatais pode ser encontrados em 80 por cento daqueles que são afetados e incluem problemas genéticos, malformações do cérebro e infecções da mãe (rubéola, toxoplasmose).
Melhores cuidados com as mães significam menos bebês que nascem com Paralisia Cerebral devido a trauma no nascimento, mas esse benefício foi ofuscado pela melhoria na sobrevivência de prematuros e de bebês de baixo peso, que tem um risco até 50 vezes maior de ter Paralisia Cerebral.
Infecções quando o bebê é novinho (especialmente encefalite ou meningite) também podem levar à Paralisia Cerebral.
Em alguns casos é difícil determinar a causa exata com certeza.
Qual é o tratamento?
Hoje em dia Clara faz todas as terapias que nós possamos bancar. O Governo Brasileiro não oferece nada, então temos que recorrer a instituições filantrópicas para que Clara receba alguns tratamentos.
Contudo estamos cientes que esses tratamentos tentam apenas "remediar" os problemas de Clara. Ao fazer pesquisas na Internet nós encontramos muitos casos de histórias de sucesso de pacientes com Paralisia Cerebral que se beneficiaram do Tratamento com Células Tronco na China. Aqui no Brasil nós não temos esse tratamento disponível.
Nós não podemos bancar esse tratamento, visto que é bem caro (cerca de 40.000 dólares). É por isso que nós criamos esse site: Para angariar fundos para levar Clara para China, a fim de que ela possa ter uma vida melhor.
Como pais nos queremos ver nossa filha sentar, engatinhar, falar, andar, pegar coisas. Queremos que ela tenha uma vida normal, fazendo tudo que ela não consegue fazer hoje.
Temos certeza que o Tratamento com Células Tronco pode fazer tudo isso se tornar realidade para Clara.
É por isso que precisamos de SUA ajuda. Doe, pelo menos Um Real (R$1,00), para ajudar Clara.
Sendo assim, se você se sentiu comovido pela história de Clara, doe ou encaminhe esse site para seus amigos e conhecidos! Tenha um bom dia e que Deus lhe dê em dobro tudo que você fizer por nossa filhinha, Clara!






As palavras palazilia cerebal são usadas para descrever uma condição de ser, um estado de saúde, uma deficiência física adquirida, um Distúrbio de Eficiência Física que durante muito tempo teve o significado de "invalidez".
Atualmente, o termo Paralisias Cerebrais (P.C.) vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo cerebral quer dizer que área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e sua coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.
Paralisias cerebrais não são doença, mas uma condição médica especial (que freqüentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro. As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como conseqüência de uma lesão cerebral.
Estas lesões possuem diversas causas, freqüentemente devido à falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto, não existindo dois casos semelhantes, pois algumas crianças têm perturbações sutis, quase imperceptíveis, aparentando serem "desajeitadas" ao caminhar, falar ou usar as mãos, enquanto que as submetidas a lesões cerebrais mais graves, a exemplo de casos de anóxia neonatal, podem apresentar incapacidade motora acentuada, impossibilidade de falar, andar e se tornam dependentes para as atividades cotidianas.
SAIBA QUE:
1. A Paralisia Cerebral não é contagiosa.
2. A pessoa com Paralisia Cerebral tem inteligência normal, a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória.
3. Se a pessoa portadora de Paralisia Cerebral tiver sua visão ou audição prejudicada pela lesão, terá dificuldades para entender as informações como normalmente são transmitidas; Se o controle da fala for atingidos, terá dificuldades para comunicar seus pensamentos ou necessidades. Quando tais fatos não são observados, a pessoa portadora de Paralisia Cerebral pode ser erroneamente classificada como deficiente mental ou não inteligente.
4. Homens e mulheres portadores de Paralisia Cerebral podem ter filhos como qualquer outra pessoa. As características dos óvulos e dos espermatozóides, bem como a estrutura dos órgãos reprodutores, não são afetados pela lesão cerebral.
PRINCIPAIS CAUSAS DURANTE O PARTO
· Falta de oxigênio ao nascer (o bebê demora a respirar, lesando parte(s) do cérebro);
· Lesões causadas por partos difíceis, principalmente a dos fetos muito grandes de mães pequenas ou muito jovens (a cabeça do bebê pode ser muito comprimida durante a passagem pelo canal vaginal);
· Trabalho de parto demorado;
· Mau uso do fórceps, manobras obstétricas violentas;
· Os bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e pesando menos de 2 quilos) têm mais chances de apresentar Paralisia Cerebral.
PRINCIPAIS CAUSAS DEPOIS DO NASCIMENTO
· Febre prolongada e muito alta;
· Desidratação, com perda significativa de líquidos;
· Infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite;
· Ferimento ou traumatismo na cabeça;
· Falta de oxigênio por afogamento ou outras causas;
· Envenenamento por gás, por chumbo (utilizado no esmalte cerâmico, nos pesticidas agrícolas ou outros venenos);
· Sarampo;
· Traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade.
PREVENIR É IMPORTANTE
· Muitos casos de Paralisia Cerebral podem ser evitados através de campanhas educativas, visando os futuros pais e profissionais que lidam com a gestante, a parturiente e o bebê. É importante a presença de um médico pediatra (neo-natologista) na sala de parto.
· Antes de pensar em ter filhos, o casal deve passar por exames médicos para detectar a possibilidade de problemas hereditários e a incompatibilidade sangüínea.
· Ao engravidar, a mulher deve ir periodicamente ao médico, procurar alimentar-se bem, evitar o álcool, o fumo e não tomar remédios sem consultar o médico.
· Vacinar o bebê e evitar qualquer situação de risco é essencial para uma saúde perfeita.
PARTES DO CORPO AFETADAS
A Paralisia Cerebral atinge diversas regiões do cérebro.
Dependendo de onde ocorre a lesão e da quantidade de células atingidas, diferentes partes do corpo podem ser afetadas, alterando o tônus muscular, a postura e provocando dificuldades funcionais nos movimentos.
Pode gerar movimentos involuntários, alterações do equilíbrio, do caminhar, da fala, da visão, da audição, da expressão facial. Em casos mais graves pode haver comprometimento mental.
TEM PARALISIA CEREBRAL
A pessoa com paralisia cerebral anda com dificuldade ou não anda, pode ter problemas de fala. Seus movimentos podem ser estranhos ou descontrolados. Pode involuntariamente apresentar gestos faciais incomuns, sob a forma de caretas. Geralmente, porém trata-se de uma pessoa inteligente e sempre muito sensível – ela sabe e compreende que não é como os outros.
Para ajudá-la, não a trate bruscamente. Adapte-se ao seu ritmo. Se não compreender o que ela diz, peça-lhe que repita: ela o compreenderá. Não se deixe impressionar pelo seu aspecto. Aja de forma natural... Sorria... é uma pessoa igual a você!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Deficiência







A paralisia cerebral pode ser definida como um prejuízo permanente da postura e do movimento resultado de uma desordem encefálica não progressiva (Schwartzman - 1993). As causas da paralisia cerebral são várias, mas frequentemente encontramos: - problemas durante a gravidez (anemia grave da mãe, hemorragias diabetes, etc). - problemas durante e logo após o parto (rubéola, nascimento prematuro, icterícia grave, etc.) - problemas do nascimento até os dois anos de idade (asfixias, infecções do sistema nervoso central como meningites, por exemplo). Há alguns fatores que podem aumentar o risco de surgimento de paralisia cerebral: - convulsões - baixo peso fetal - gestantes de alto risco (com hipertensão ou diabetes, por exemplo). - idade materna (acima de 40 ou abaixo de 16). Grande parte da psicologia do deficiente está intimamente ligada a psicologia social, ou seja, da interação desse indivíduo com outras pessoas e no ambiente próprio de cada um. Dessa forma, o indivíduo portador de paralisia cerebral será menos limitado pela sua deficiência que pela atitude da sociedade em relação à deficiência. Há uma história espanhola que pode ilustrar isto. Fala a respeito de uma terra em que seus habitantes um a um passam a desenvolver caudas. Os primeiros habitantes que passam a desenvolver tal coisa, semelhante a dos macacos, fazem o que podem para escondê-la. Desajeitadamente enfiam suas caudas em calças e camisas largas a fim de ocultar sua estranheza. Mas ao descobrirem que todos estão desenvolvendo cauda, a história muda de forma drástica. Na verdade, a cauda revela-se de grande utilidade para carregar coisas, para dar maior mobilidade, para abrir portas quando os braços estiverem ocupados. Estilistas de moda começam a criar roupas para acomodar, na verdade, acentuar e libertar as recém-formadas caudas. Logo começam a usar adornos para chamar a atenção a esta novidade. Então, de repente, aqueles que não desenvolveram caudas são vistos como esquisitos e começam freneticamente a procurar formas de esconder tal fato comprando caudas postiças ou retirando-se completamente da sociedade de "cauda". Que vergonha, não ter cauda! Essa influência da sociedade em excluir o diferente pode ser observada no comportamento de crianças pequenas que parecem não terem sido influenciadas pelos padrões da sociedade. Brincam livremente com as crianças diferentes: somente após incorporarem os padrões culturais de perfeição e beleza que passam a zombar da criança de olhos vesgos, do garoto chamando-o de "retardado" ou imitando a gagueira ou a deficiência física dos outros. É a atitude da sociedade, na maior parte das vezes, que definirá a deficiência como uma incapacidade e é o indivíduo portador de deficiência que sofrerá as conseqüências de tal definição. A FAMÍLIA De acordo com Meyer (Família Dinâmica - 1987), a família pode ser considerada como uma unidade sócio-econômica organizada em torno de um par heterossexual em que o padrão de atitiude deste grupo estará relacionado ao meio ambiente cultural, ao mesmo tempo em que irá definir os papéis de seus membros e estabelecer as bases de suas interações. A partir do momento em que nasce uma criança com paralisia cerebral e esta é trazida para a casa, o clima emocional da família se transforma. Grande parte da reação inicial a esta notícia será determinada pelo tipo de informação fornecida, a forma como ela é apresentada e a atitude da pessoa que faz a comunicação. Estes aspectos citados serão bastante relevantes podendo determinar a aceitação desta criança no núcleo familiar. É pouco adequada a atitude dos pais em tentar disfarçar os fatos a fim de amenizar o choque dos familiares, principalmente em relação as crianças que conhecem tão bem a "psicologia" dos pais e sentem quando estão sendo enganadas. É fato que existem outros fatores que afetarão o papel da família na aceitação ou rejeição da criança portadora de paralisia cerebral. Um exemplo seria a forma como essa família enfrentou problemas sérios no passado, isto estará intimamente ligado ao modo como lidará com novos problemas. A presença de uma pessoa deficiente continuará a trazer dificuldades no meio familiar que exigirão de cada membro deste núcleo, redefinições de papéis e mudanças, mesmo após a absorção do impacto inicial. OS PAIS As pessoas se casam, tem filhos e se tornam pais. É importante que não nos esqueçamos que os pais são, antes de tudo, seres humanos. Não podem ser separados da condição de pais, mas - ter um filho é apenas uma parte do complicado papel desempenhado por um indivíduo. Todos os pais que aguardam o nascimento de um filho idealizam essa criança que está por vir ao mundo, seja nos aspectos físicos ou comportamentais deste novo ser. Nos primeiros dias após o nascimento da criança é importante que os pais possam conciliar a imagem do bebê que formaram no período da gravidez (bebê idealizado) com as impressões que elas passam a ter deste bebê real. No caso de casais que venham a ter uma criança com paralisia cerebral este momento é muito mais difícil. Assim, alguns mecanismos de defesa surgem no psiquismo destes pais e são manifestos em comportamentos tais como: - pais negam a importância do problema. Após alta da maternidade médicos encaminham para avaliação em centro de reabilitação e os pais não realizam tal coisa. Negação. - pais projetam a culpa sentida por eles próprios em pessoas próximas, geralmente nos profissionais envolvidos com a criança. Em alguns casos, colocam a culpa no próprio cônjuge. Projeção. - Pais afastam-se do bebê, não por que não se preocupem, mas porque é doloroso demais preocupar-se tão profundamente e sentir-se ao mesmo tempo tão completamente impotente. Rejeição. Os filhos, cujos pais apresentam esse com portamento de rejeição podem desenvolver sentimentos que interfiram em seu comportamento tais como: ansiedade, tensão, sentimentos de inferioridade, auto conceito negativo, insegurança, falta de confiança em si, falta de iniciativa. - Mãe (geralmente nota-se esse tipo de comportamento nas mães) não permite que o filho sofra o mínimo de frustração que é importante para o seu desenvolvimento. Dessa forma, ela deixa de lado sua vida e passa a dirigir toda a sua atenção a esse filho. Freqüentemente essa mulher passa a ter dificuldades no seu relacionamento conjugal e com os outros filhos. Ela não se sente digna de ter um momento para si, não consegue uma descarga adequada para as suas tensões e seu conflito aumenta. Superproteção. A criança que a mãe manifesta esse tipo de conduta pode desenvolver comportamentos como: possessividade e egocentrismo, baixa tolerância à frustração, revolta ou apatia. É comum observarmos nesses pais sentimentos naturais de medo, dor, desapontamento, culpa, vergonha, frustrações e uma sensação geral de incapacidade e impotência. Todos esses sentimentos são naturais, pois são raros os seres humanos que poderiam aceitar de imediato um filho portador de uma deficiência. Durante a orientação psicológica desses pais é imprescindível a criação de um espaço emocional para que esses sentimentos sejam livremente expressos e elaborados, visando uma aceitação do seu filho, pois somente dessa forma os pais poderão ajudar essa criança a conviver com a realidade. O INDIVÍDUO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA No que se refere a personalidade, não existe um tipo ou tipos que definam os indivíduos portadores de deficiência física. O único ponto em comum entre os portadores de deficiência é a própria limitação, ou seja, todos apresentam um déficit que os discrimina da população "normal". Cada indivíduo é um todo integrado e funcional; dessa forma deve ser compreendida sua estrutura de personalidade. Esta é formada por traços herdados e adquiridos: dessa forma a personalidade de um indivíduo apenas poderá ser entendida mediante a totalidade de seus diferentes aspectos: bio-psico-sociais. A deficiência física será vivenciada de formas diversas de acordo com a estrutura de personalidade de cada um. Assim alguns encaram a deficiência como um desafio a ser superado com novas formas de adaptação, busca de outros referenciais. Outros mostram reações negativas de acomodação à situação com momentos depressivos e de angústia. De uma forma geral a deficiência significa: limites de ação e expansão pessoais e conseqüentemente acaba por segregar o indivíduo do convívio social, afastando-o das oportunidades normais de realização (pessoal, profissional, social, afetiva, etc.) Especificamente no caso das crianças portadoras de paralisia cerebral, elas apresentam uma deficiência quanto a consciência de seu próprio corpo: isto devido a dificuldade em relação de seus membros e o seu centro de gravidade que geralmente está sujeito a oscilações. Isto pode levar a uma distorção da noção real de espaço, uma dificuldade de adaptação dessa criança ao mundo nas suas relações de espaço, tempo e relações interpessoais O medo de cair, a aflição ao falar, a insatisfação por não conseguir realizar tarefas trazem momentos de insegurança e ansiedade para essas crianças. São inúmeras as limitações que perturbam e dificultam o desenvolvimento harmônico da personalidade das crianças portadoras de deficiência. A situação de deficiência favorece o aparecimento de estados freqüentes de depressão, insatisfação, insegurança, reações de agressividade, impulsividade, baixa tolerância à frustração. O sentimento de frustração pode levar a comportamentos como: agressividade, desconfiança, ansiedade, condutas regressivas, impaciência, depressão, inveja, bloqueios, fuga, dificuldade de adaptação social. Outro fator importante, que os profissionais de reabilitação, devem considerar, ao trabalharem com indivíduos portadores de deficiência é o nível de expectativa desses pacientes. É imprescindível estimular o indivíduo no sentido de levá-lo progressivamente a atingir melhoras, às crianças é de grande valor esclarecer-lhes sobre as conseqüências de sua deficiência, ajudando-a a conviver com ela e superar suas limitações. O mais importante é manter o nível de expectativa, dos indivíduos portadores de deficiência, dentro da realidade. Ao avaliarmos os aspectos de personalidade da criança e observarmos a necessidade de um acompanhamento psicológico utilizamos a ludoterapia. Esta técnica tem a finalidade de proporcionar um espaço para que a criança possa expressar suas fantasias, desejos e experiências de uma forma simbólica através de jogos ou brinquedos. Sabemos que brincar é o meio de expressão mais importante da criança. De uma forma geral, os objetivos da ludoterapia são: produzir alívio de tensões para a criança, melhorar suas relações com os pais e outros adultos significativos e torná-la socialmente mais adaptada sem se tornar dependente ou passiva. Em outro momento realiza-se, além da avaliação da personalidade do indivíduo portador de deficiência, um estudo do potencial cognitivo das crianças portadoras de paralisia cerebral. Para tanto observa-se os seguintes comportamentos: Físico: locomoção, coordenação motora, orientação da localização e consciência do esquema corporal. Intelectual: linguagem e seu desenvolvimento, compreensão e comunicação verbal ou não verbal, atenção, percepção, discriminação, formação de conceito, associação, habilidade para abstrair, memória, habilidade para imitar, capacidade para adaptar e resolver problemas, raciocínio, orientação no espaço, tempo e seqüência de estímulos, etc. Emocional e Social: atitude da criança em relação aos pais, ao entrevistador e as vindas ao centro de reabilitação, estabilidade, capacidade para enfrentar experiências novas e de se adaptar, recursos que possui, perseveração, tolerância à frustração. Após a observação dos dados citados acima, realiza-se um relato em que conste a qualidade do trabalho da criança e as áreas em que a criança é mais forte ou mais fraca. Assim têm-se uma avaliação qualitativa do potencial intelectual dessa criança visando orientar pais, terapeutas e professores em que áreas existe um potencial a ser explorado. Finalizando, o mais importante para os profissionais que trabalham com os indivíduos portadores de deficiência, seja no caso da paralisia cerebral ou não, é que a criança portadora de deficiência tem as mesmas necessidades de qualquer outra criança. Ela necessita ser amada, valorizada e sentir-se participante do grupo familiar.

sábado, 24 de janeiro de 2009

HIPOTERAPIA...




















O QUE É A HIPOTERAPIA?

É um método global e activo extremamente rico direccionado a indivíduos com dificuldades físicas e mentais, cuja principal ferramenta é o cavalo.

A QUEM É DESTINADA?

É aconselhável a pessoas com problemas mentais, emocionais, surdos, cegos, autistas, problemas físicos e população em geral.


Hipoterapia
Hipoterapia significa tratamento com a ajuda do cavalo e destina-se a indivíduos com deficiência. O cavalo, a passo, produz movimentos tridimensionais que são similares aos padrões de movimento humano e que se encontram alterados nas crianças com problemas motores.
Montar a cavalo oferece benefícios devido à transmissão continua de movimentos do cavalo ao cavaleiro, para além das qualidades da actividade enquanto desporto.
Sessões em grupoDurante as manhãs de terça a sexta-feira, deslocam-se ao Centro Hípico da Costa do Estoril diversos grupos de deficientes para sessões de hipoterapia. Estas pessoas têm o privilégio de estarem ligadas a uma das instituições que colaboram connosco e que levam regularmente os deficientes a actividades como a natação e a equitação. Para os deficientes, estas saídas representam pontos altos dos respectivos quotidianos. Para os colaboradores e os cavalos do Centro Hípico e os voluntários que nos apoiam nas sessões, a alegria deles é espantosa e muito gratificante. As associações que trabalham connosco presentemente são a Associação de Pais e Amigos do Deficiente Profundo, a Cercitop CRL, o Centro de Educação para o Cidadão Deficiente de Mira-Sintra, a Associação Portuguesa de Deficientes e a Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadapatados da Amadora.
Procuramos sempre mais voluntários para ajudar nestas sessões. Não é preciso nenhuma experiência especifica, embora seja útil não ter receio de interagir com cavalos nem com pessoas deficientes. Também aceitamos donativos e patrocínios para apoiar estas associações na hipoterapia.
Hipoterapia individualAlém das sessões em grupo, também trabalhamos a nível individual com alguns indivíduos com deficiência. Moldamos estas sessões em função das necessidades específicas de cada caso, por exemplo usando um pónei em vez do cavalo. Temos assistido a vários casos de progressos fantásticos, que aconteceram graças à interacção com os cavalos. Pessoas com diversos tipos de deficiência podem beneficiar da hipoterapia, por exemplo paralisia cerebral, paraplegia, sindroma Down, sindroma de x frágil, sindroma de Willson, deficiência mental e outras patologias de origem genética.
Quer ajudar?Se tiver interesse em ajudar como voluntário ou patrocinador, entre em contacto conosco!

sábado, 3 de janeiro de 2009

As barreiras dos deficientes...




Este é um assunto muito delicado, as barreiras arquitectónicas para os deficientes físicos. Dos mais pequenos casos até grandes problemas com que estas pessoas se deparam todos os dias nas suas vidas , o que as impede e impossibilita de uma movimentação normal e sem ajudas, pela cidade. Parece que estas pessoas com problemas físicos não são considerados cidadãos o que é grave . Passamos a ver alguns casos com que nos deparamos:







Dois casos em que as passadeiras de peões não têm rampa, o que obriga os deficientes motores a movimentarem-se pela estrada , o que pode ser / é bastante perigoso e também bastante vulgar por toda a cidade.




sábado, 27 de dezembro de 2008

Pessoa com deficiencia tem os mesmos direitos que outra pessoa colecer...



Pessoa com dificiente










Pessoa não deficiente










Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando estabelecem relacionamentos interpessoais com alguém com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.
Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer perguntas muito íntimas.
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes.
Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.
Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Haja com naturalidade e tudo vai dar certo.
Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falha.
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode por exemplo tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.
Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. É sempre bom você avisar, antecipadamente, sobre a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto.
Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").
Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.
No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.
Fique à vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Deficientes buscam emprego,



"Deficientes buscam emprego, mas encontram barreiras mesmo sendo qualificados
um acompanhante para voltar para casa depois do serviço. Escassez de oportunidades e preconceito são obstáculos relatados por pessoas com deficiência que buscam trabalho.
Mesmo no caso de profissionais qualificados, ter diploma universitário ou curso superior em andamento não reduz as dificuldades.
Falta de acessibilidade, atribuição de funções aquém das suas habilidades e desrespeito são alguns dos problemas encontrados por profissionais ouvidos pela Folha.
A biblioteconomista Helena Maranhão, 27, que teve paralisia cerebral e fala e se movimenta com dificuldade, diz ter sido isolada do público em seu último emprego, em uma biblioteca de São Paulo.
Lá, onde trabalhou por três meses, a carteira de trabalho registrava "auxiliar de serviços gerais". Mesmo desempenhando uma função mais qualificada --Maranhão fazia pesquisa para novas aquisições--, a profissional conta que teve de ficar em uma sala fechada.
"Se a empresa tivesse preparo, eu estaria no balcão, em contato com os usuários."
Moradora do Itaim Bibi (zona oeste), Maranhão tem acesso a tratamento médico e a
Mas, na empresa em que trabalhou e de que foi demitida por "não atender às expectativas", ela não tinha acesso a um teclado especial, o que agilizaria seu trabalho.
Apesar de concorrer a vagas reservadas a deficientes, a profissional recebe ligações que mostram o despreparo de recrutadores. "Perguntam se estou bêbada. Nunca pensam que é a minha voz normal", diz.
Acesso
Fernanda Bucci, 25, cursou psicologia até o segundo ano na Unip (Universidade Paulista). Moradora de Perdizes (zona oeste), fala e se locomove com dificuldade, devido à falta de oxigenação que sofreu no momento do parto.
A profissional ressalta que pode assumir muitas funções, mas, para isso, precisa de um mínimo de acessibilidade.
Ela conta já ter ido a mais de 20 entrevistas de emprego desde que saiu da empresa do pai, em 2007. Mesmo lá, sendo filha do dono, conta que o preconceito era grande. "Tinha dificuldade para que cumprissem as minhas ordens", afirma.
Outros profissionais relatam que, mesmo quando conseguem uma vaga, são alocados em funções que estão aquém da sua qualificação.
A jornalista Leandra Migotto, 31, cadeirante, diz que foi "subaproveitada" na emissora de TV em que trabalhou. "Colocaram-me no telemarketing, não me deram chance", relata.
Já o estudante maranhense Alex Pereira, 33, desistiu de procurar emprego na iniciativa privada, depois de ter sofrido gozações em um trabalho. Ele pretende terminar a faculdade de jornalismo e prestar um concurso público. "

sábado, 13 de dezembro de 2008

Dicas quando você encontrar uma pessoa com deficiência.














Dicas para quando você encontrar uma pessoa com deficiência.
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não-deficientes.
Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.
Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo.
Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser melhor desenvolvida sem assistência.
Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.


Porque tarabai sumos igual as outros pessoas nas com algumas dificuldades .

sábado, 6 de dezembro de 2008

As diculdades da vida











Os mais de 630 mil portugueses com algum tipo de deficiência enfrentam diariamente com muitas barreiras arquitectónicas nos transportes, edifícios e emprego, constataram os autores do estudo, que se basearam no testemunho de 1.213 deficientes.
Três em cada quatro deficientes sentem grandes dificuldades em usar os transportes públicos e, por isso, mais de metade nunca os utilizou, revela um estudo da revista Devo Proteste a publicar na edição de Fevereiro. Os mais de 630 mil portugueses com algum tipo de deficiência enfrentam diariamente muitas barreiras arquitectónicas nos transportes, edifícios e emprego, constataram os autores do estudo, que se basearam no testemunho de 1.213 deficientes (67% com limitações motoras e 30% com problemas a nível da visão ou audição).
Para 71% dos inquiridos o uso de transportes públicos apresenta grandes dificuldades. Os maus acessos para chegar às estações, as dificuldades em entrar e sair dos veículos e em encontrar funcionários disponíveis para ajudar são as principais queixas. Por isso, mais de metade dos inquiridos nunca andou de eléctrico, comboio, metro ou autocarro e 68% deslocam-se de carro.
Para comprar carro, 30% teve direito a benefícios fiscais ou foram reembolsados, mas mais de metade das pessoas que fizeram alterações no veículo devido à sua condição referiram a falta de ajudas financeiras. Os deficientes revelaram também grandes dificuldades no acesso a actividades de lazer, quando têm de ir ao hospital ou centro de saúde, quando precisam de levantar dinheiro ou aceder a edifícios públicos, como os correios.
As actividades de lazer fora de casa são raras por impedimentos relacionados com a condição física (71%) e preço elevado (34%). Mais de metade dos inquiridos disse que a maioria dos locais desportivos e de convívio não tem condições para se movimentar. No último ano, menos de 30 % visitou um museu. A maioria dedica o seu tempo livre a ver televisão e DVD e cerca de metade nunca navegou na Internet. Muitos sítios da rede ainda não têm descrições áudio, comando verbal, interpretação gestual ou legendas, para facilitar a utilização.
Em casa, continua o cenário de desigualdade. Os Censos de 2001 indicaram que 37,4% das pessoas com deficiência residiam em edifícios não acessíveis. Além das barreiras arquitectónicas, muitos deficientes enfrentam barreiras no crédito à habitação devido à exigência de contratar um seguro de vida, que algumas seguradoras recusam a que seja portador de algum grau de invalidez ou deficiências. Mais de um terço dos inquiridos têm uma profissão, mas sentem dificuldade em desempenhá-la: 43% aponta falta de condições nos acessos, 26% falta de adaptação das casas-de-banho e 22% obstáculos na circulação. Para os que precisam de ajuda nas tarefas domésticas, o preço é o principal impedimento, já que o custo elevado impossibilita um quarto dos inquiridos de aceder a um serviço de assistência. A revista da associação de consumidores DECO assinala que o Orçamento de Estado para 2007 veio limitar os direitos dos contribuintes com deficiência (com incapacidade permanente, igual ou superior a 60%, para o fisco).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

dia mundial da pessoa com deficientes...



Hoje é mais um dia em que as pessoas ditas normais de lembram que há pessoas "diferentes" delas. Essas mesmas pessoas não parece que se lembram que há todos os dias pessoas "diferentes" ou por nascença ou por acidente.
Eu posso dizer que sou uma pessoa felizardo em ser "diferente" das pessoas que pensam que não têm problemas físicos ou que pensam que só pode acontecer aos outros, mas que lhes pode acontecer à pessoa mais próxima de si.
Posso dizer que, este ano, terminei o meu 12º ano. Custou mas consegui finalmente concretizar mais uma das minhas etapas da vida. Em Setembro, decidi ir ao centro de emprego para ver ser poderia arranjar algum emprego para mim. Lá sugeriram-me eu entrar na instituição Associação de Beneficência Popular de Gouveia (ABPG). De início pensei que não gostei muito da ideia, mas com a continuação da conversa, fui pensado melhor e decidi aceitar a proposta, mesmo porque não era obrigada a ficar lá se não quisesse. Teria 3 meses para me adaptar.
Entrei para a instituição em Outubro e até agora estou a gostar de lá estar. Conheci novas pessoas, pessoas de maneiras diferentes, com diversas dificuldades, diversas deficiências. Fez-me bem entrar para a ABPG. Sinto que posso fazer muito por muita gente e sinto que essas mesmas pessoas fazem muito por mim também.
Isto tudo para dizer que existem pessoas de todos os lados com as suas deficiências, suas dificuldades, mas que se podem ajudar mutuamente. Mas acho que se pode fazer muito mais pelas pessoas com deficiência pois não é só nas instituições que existem as pessoas com deficiências. Existe nos hospitais, nas clínicas, nas Câmaras, nas escolas e até mesmo fechados em casa para se esconderem da sociedade que olha-nos de lado, que nos rejeita e que às vezes consegue fugir de nós com medo de serem contagiadas pelas doenças que não são transmissíveis.
As pessoas têm que começar a perceber que somos todos iguais apesar das nossas diferenças físicas. Somos todos feitos de carne e osso, temos todos pensamentos, sentimentos. É verdade que há pessoas que têm distúrbios mentais, mas não precisamos as descriminar, basta um simples sorriso para as fazer feliz, e não é virando as costas que os problemas se vão resolver.