sexta-feira, 3 de abril de 2009

paralisia cerebral














Pnão é uma doença em particular. O termo significa uma condição física que afetaaralisia Cerebral os movimentos como resultado de um dano ao cérebro. Cada pessoa que tem Paralisia Cerebral é afetada de um modo diferente.
O que é?
Há diferentes tipos de Paralisia Cerebral. Enquanto algumas pessoas são severamente afetadas, outras tem um distúrbio menor, dependendo de quais partes do cérebro foram danificadas.
Os tipos principais de Paralisia Cerebral são:
Paralisia Cerebral Espástica - alguns músculos ficam encurtados, rígidos e enfraquecidos, tornando o controle de movimentos difícil
Paralisia Cerebral Atetóide (caso de Clara) - o controle dos músculos é interrompido por movimentos espontâneos e indesejados. O controle da postura também é prejudicado
Paralisia Cerebral Atáxica - Os problemas incluem difculdades de equilíbrio, movimentos instáveis dos pés e das mãos e dificuldades na fala
Paralisia Cerebral Mista - uma combinação de duas ou mais das opcões acima
Quais são os sintomas?
Os sintomas de PC podem levar meses para se tornarem aparentes e dependem do tipo.
Pode haver tônus muscular anormal (rigidez ou moleza) dos membros e posturas estranhas. É exatamente isso que ocorre com Clara.
Na Paralisia Cerebral Espástica (70 por cento dos casos), os membros se tornam rígidos e podem se retrair. Na Paralisia Cerebral Atetóide (10 por cento dos casos), a criança desenvolve movimentos retorcidos irregulares e involuntários. Às vezes parece que Clara tem movimentos "serpenteantes" com suas mãozinhas.
Pode haver falta de coordenação dos músculos da boca, causando problemas de alimentação como alimentação lenta, engasgos e vômitos, atraso no desenvolvimento de etapas motoras, tais como engatinhar e andar, fraqueza ou paralisia dos membros, marcha anormal e lentidão no desenvolvimento da fala e de habilidades sociais.
Cerca de uma em cada três crianças e adolescentes com Paralisia Cerebral também apresentam Epilepsia - Clara não apresentou epilepsia até agora. No entanto, estamos cientes que ela pode desenvolver epilepsia a qualquer momento.
Outros problemas comuns incluem (veja como os sintomas de Clara se encaixam nos sintomas descritos aqui):
Dificuldade para caminhar, escrever, comer, falar, se vestir
Problemas com equilíbrio e coordenação motora
Dificuldades para controlar e manter a postura (eles precisam de ajuda para sentar eretos)
Problemas visuais (Clara tem estrabismo devido a Paralisia Cerebral)
Problemas de audição
Um preconceito comum é que pessoas com Paralisia Cerebral tem dificuldades de aprendizado. Isso pode acontecer porque as pessoas com Paralisia Cerebral tem problemas para controlar seus movimentos faciais e a fala e pode ser bem difícil entender o que eles falam a princípio.
Contudo, assim como o resto da população, há uma faixa de inteligência. Algumas pessoas com Paralisia Cerebral tem dificuldades de aprendizado moderadas ou severas, enquanto outras são extremamente inteligentes.
Quais são as causas?
É mais fácil pensar sobre Paralisia Cerebral como sendo uma condição na qual uma parte do cérebro não se desenvolveu apropriadamente. Isso pode ser causado por uma variedade de eventos que podem ocorrer antes, durante ou após o nascimento.
A maioria das pessoas pensam em Paralisia Cerebral como sendo uma condição causada por problemas durante o trabalho de parto ou durante o nascimento. Contudo, aceita-se agora que as complicações nessa fase são fatores importantes em apenas uma minoria dos casos, cerca de um em cada dez.
A causa mais comum de Paralisia Cerebral é algo que danifica o cérebro enquanto o bebê ainda está em crescimento no útero. Os fatores antenatais pode ser encontrados em 80 por cento daqueles que são afetados e incluem problemas genéticos, malformações do cérebro e infecções da mãe (rubéola, toxoplasmose).
Melhores cuidados com as mães significam menos bebês que nascem com Paralisia Cerebral devido a trauma no nascimento, mas esse benefício foi ofuscado pela melhoria na sobrevivência de prematuros e de bebês de baixo peso, que tem um risco até 50 vezes maior de ter Paralisia Cerebral.
Infecções quando o bebê é novinho (especialmente encefalite ou meningite) também podem levar à Paralisia Cerebral.
Em alguns casos é difícil determinar a causa exata com certeza.
Qual é o tratamento?
Hoje em dia Clara faz todas as terapias que nós possamos bancar. O Governo Brasileiro não oferece nada, então temos que recorrer a instituições filantrópicas para que Clara receba alguns tratamentos.
Contudo estamos cientes que esses tratamentos tentam apenas "remediar" os problemas de Clara. Ao fazer pesquisas na Internet nós encontramos muitos casos de histórias de sucesso de pacientes com Paralisia Cerebral que se beneficiaram do Tratamento com Células Tronco na China. Aqui no Brasil nós não temos esse tratamento disponível.
Nós não podemos bancar esse tratamento, visto que é bem caro (cerca de 40.000 dólares). É por isso que nós criamos esse site: Para angariar fundos para levar Clara para China, a fim de que ela possa ter uma vida melhor.
Como pais nos queremos ver nossa filha sentar, engatinhar, falar, andar, pegar coisas. Queremos que ela tenha uma vida normal, fazendo tudo que ela não consegue fazer hoje.
Temos certeza que o Tratamento com Células Tronco pode fazer tudo isso se tornar realidade para Clara.
É por isso que precisamos de SUA ajuda. Doe, pelo menos Um Real (R$1,00), para ajudar Clara.
Sendo assim, se você se sentiu comovido pela história de Clara, doe ou encaminhe esse site para seus amigos e conhecidos! Tenha um bom dia e que Deus lhe dê em dobro tudo que você fizer por nossa filhinha, Clara!






As palavras palazilia cerebal são usadas para descrever uma condição de ser, um estado de saúde, uma deficiência física adquirida, um Distúrbio de Eficiência Física que durante muito tempo teve o significado de "invalidez".
Atualmente, o termo Paralisias Cerebrais (P.C.) vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo cerebral quer dizer que área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e sua coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.
Paralisias cerebrais não são doença, mas uma condição médica especial (que freqüentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro. As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como conseqüência de uma lesão cerebral.
Estas lesões possuem diversas causas, freqüentemente devido à falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto, não existindo dois casos semelhantes, pois algumas crianças têm perturbações sutis, quase imperceptíveis, aparentando serem "desajeitadas" ao caminhar, falar ou usar as mãos, enquanto que as submetidas a lesões cerebrais mais graves, a exemplo de casos de anóxia neonatal, podem apresentar incapacidade motora acentuada, impossibilidade de falar, andar e se tornam dependentes para as atividades cotidianas.
SAIBA QUE:
1. A Paralisia Cerebral não é contagiosa.
2. A pessoa com Paralisia Cerebral tem inteligência normal, a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória.
3. Se a pessoa portadora de Paralisia Cerebral tiver sua visão ou audição prejudicada pela lesão, terá dificuldades para entender as informações como normalmente são transmitidas; Se o controle da fala for atingidos, terá dificuldades para comunicar seus pensamentos ou necessidades. Quando tais fatos não são observados, a pessoa portadora de Paralisia Cerebral pode ser erroneamente classificada como deficiente mental ou não inteligente.
4. Homens e mulheres portadores de Paralisia Cerebral podem ter filhos como qualquer outra pessoa. As características dos óvulos e dos espermatozóides, bem como a estrutura dos órgãos reprodutores, não são afetados pela lesão cerebral.
PRINCIPAIS CAUSAS DURANTE O PARTO
· Falta de oxigênio ao nascer (o bebê demora a respirar, lesando parte(s) do cérebro);
· Lesões causadas por partos difíceis, principalmente a dos fetos muito grandes de mães pequenas ou muito jovens (a cabeça do bebê pode ser muito comprimida durante a passagem pelo canal vaginal);
· Trabalho de parto demorado;
· Mau uso do fórceps, manobras obstétricas violentas;
· Os bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e pesando menos de 2 quilos) têm mais chances de apresentar Paralisia Cerebral.
PRINCIPAIS CAUSAS DEPOIS DO NASCIMENTO
· Febre prolongada e muito alta;
· Desidratação, com perda significativa de líquidos;
· Infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite;
· Ferimento ou traumatismo na cabeça;
· Falta de oxigênio por afogamento ou outras causas;
· Envenenamento por gás, por chumbo (utilizado no esmalte cerâmico, nos pesticidas agrícolas ou outros venenos);
· Sarampo;
· Traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade.
PREVENIR É IMPORTANTE
· Muitos casos de Paralisia Cerebral podem ser evitados através de campanhas educativas, visando os futuros pais e profissionais que lidam com a gestante, a parturiente e o bebê. É importante a presença de um médico pediatra (neo-natologista) na sala de parto.
· Antes de pensar em ter filhos, o casal deve passar por exames médicos para detectar a possibilidade de problemas hereditários e a incompatibilidade sangüínea.
· Ao engravidar, a mulher deve ir periodicamente ao médico, procurar alimentar-se bem, evitar o álcool, o fumo e não tomar remédios sem consultar o médico.
· Vacinar o bebê e evitar qualquer situação de risco é essencial para uma saúde perfeita.
PARTES DO CORPO AFETADAS
A Paralisia Cerebral atinge diversas regiões do cérebro.
Dependendo de onde ocorre a lesão e da quantidade de células atingidas, diferentes partes do corpo podem ser afetadas, alterando o tônus muscular, a postura e provocando dificuldades funcionais nos movimentos.
Pode gerar movimentos involuntários, alterações do equilíbrio, do caminhar, da fala, da visão, da audição, da expressão facial. Em casos mais graves pode haver comprometimento mental.
TEM PARALISIA CEREBRAL
A pessoa com paralisia cerebral anda com dificuldade ou não anda, pode ter problemas de fala. Seus movimentos podem ser estranhos ou descontrolados. Pode involuntariamente apresentar gestos faciais incomuns, sob a forma de caretas. Geralmente, porém trata-se de uma pessoa inteligente e sempre muito sensível – ela sabe e compreende que não é como os outros.
Para ajudá-la, não a trate bruscamente. Adapte-se ao seu ritmo. Se não compreender o que ela diz, peça-lhe que repita: ela o compreenderá. Não se deixe impressionar pelo seu aspecto. Aja de forma natural... Sorria... é uma pessoa igual a você!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Deficiência







A paralisia cerebral pode ser definida como um prejuízo permanente da postura e do movimento resultado de uma desordem encefálica não progressiva (Schwartzman - 1993). As causas da paralisia cerebral são várias, mas frequentemente encontramos: - problemas durante a gravidez (anemia grave da mãe, hemorragias diabetes, etc). - problemas durante e logo após o parto (rubéola, nascimento prematuro, icterícia grave, etc.) - problemas do nascimento até os dois anos de idade (asfixias, infecções do sistema nervoso central como meningites, por exemplo). Há alguns fatores que podem aumentar o risco de surgimento de paralisia cerebral: - convulsões - baixo peso fetal - gestantes de alto risco (com hipertensão ou diabetes, por exemplo). - idade materna (acima de 40 ou abaixo de 16). Grande parte da psicologia do deficiente está intimamente ligada a psicologia social, ou seja, da interação desse indivíduo com outras pessoas e no ambiente próprio de cada um. Dessa forma, o indivíduo portador de paralisia cerebral será menos limitado pela sua deficiência que pela atitude da sociedade em relação à deficiência. Há uma história espanhola que pode ilustrar isto. Fala a respeito de uma terra em que seus habitantes um a um passam a desenvolver caudas. Os primeiros habitantes que passam a desenvolver tal coisa, semelhante a dos macacos, fazem o que podem para escondê-la. Desajeitadamente enfiam suas caudas em calças e camisas largas a fim de ocultar sua estranheza. Mas ao descobrirem que todos estão desenvolvendo cauda, a história muda de forma drástica. Na verdade, a cauda revela-se de grande utilidade para carregar coisas, para dar maior mobilidade, para abrir portas quando os braços estiverem ocupados. Estilistas de moda começam a criar roupas para acomodar, na verdade, acentuar e libertar as recém-formadas caudas. Logo começam a usar adornos para chamar a atenção a esta novidade. Então, de repente, aqueles que não desenvolveram caudas são vistos como esquisitos e começam freneticamente a procurar formas de esconder tal fato comprando caudas postiças ou retirando-se completamente da sociedade de "cauda". Que vergonha, não ter cauda! Essa influência da sociedade em excluir o diferente pode ser observada no comportamento de crianças pequenas que parecem não terem sido influenciadas pelos padrões da sociedade. Brincam livremente com as crianças diferentes: somente após incorporarem os padrões culturais de perfeição e beleza que passam a zombar da criança de olhos vesgos, do garoto chamando-o de "retardado" ou imitando a gagueira ou a deficiência física dos outros. É a atitude da sociedade, na maior parte das vezes, que definirá a deficiência como uma incapacidade e é o indivíduo portador de deficiência que sofrerá as conseqüências de tal definição. A FAMÍLIA De acordo com Meyer (Família Dinâmica - 1987), a família pode ser considerada como uma unidade sócio-econômica organizada em torno de um par heterossexual em que o padrão de atitiude deste grupo estará relacionado ao meio ambiente cultural, ao mesmo tempo em que irá definir os papéis de seus membros e estabelecer as bases de suas interações. A partir do momento em que nasce uma criança com paralisia cerebral e esta é trazida para a casa, o clima emocional da família se transforma. Grande parte da reação inicial a esta notícia será determinada pelo tipo de informação fornecida, a forma como ela é apresentada e a atitude da pessoa que faz a comunicação. Estes aspectos citados serão bastante relevantes podendo determinar a aceitação desta criança no núcleo familiar. É pouco adequada a atitude dos pais em tentar disfarçar os fatos a fim de amenizar o choque dos familiares, principalmente em relação as crianças que conhecem tão bem a "psicologia" dos pais e sentem quando estão sendo enganadas. É fato que existem outros fatores que afetarão o papel da família na aceitação ou rejeição da criança portadora de paralisia cerebral. Um exemplo seria a forma como essa família enfrentou problemas sérios no passado, isto estará intimamente ligado ao modo como lidará com novos problemas. A presença de uma pessoa deficiente continuará a trazer dificuldades no meio familiar que exigirão de cada membro deste núcleo, redefinições de papéis e mudanças, mesmo após a absorção do impacto inicial. OS PAIS As pessoas se casam, tem filhos e se tornam pais. É importante que não nos esqueçamos que os pais são, antes de tudo, seres humanos. Não podem ser separados da condição de pais, mas - ter um filho é apenas uma parte do complicado papel desempenhado por um indivíduo. Todos os pais que aguardam o nascimento de um filho idealizam essa criança que está por vir ao mundo, seja nos aspectos físicos ou comportamentais deste novo ser. Nos primeiros dias após o nascimento da criança é importante que os pais possam conciliar a imagem do bebê que formaram no período da gravidez (bebê idealizado) com as impressões que elas passam a ter deste bebê real. No caso de casais que venham a ter uma criança com paralisia cerebral este momento é muito mais difícil. Assim, alguns mecanismos de defesa surgem no psiquismo destes pais e são manifestos em comportamentos tais como: - pais negam a importância do problema. Após alta da maternidade médicos encaminham para avaliação em centro de reabilitação e os pais não realizam tal coisa. Negação. - pais projetam a culpa sentida por eles próprios em pessoas próximas, geralmente nos profissionais envolvidos com a criança. Em alguns casos, colocam a culpa no próprio cônjuge. Projeção. - Pais afastam-se do bebê, não por que não se preocupem, mas porque é doloroso demais preocupar-se tão profundamente e sentir-se ao mesmo tempo tão completamente impotente. Rejeição. Os filhos, cujos pais apresentam esse com portamento de rejeição podem desenvolver sentimentos que interfiram em seu comportamento tais como: ansiedade, tensão, sentimentos de inferioridade, auto conceito negativo, insegurança, falta de confiança em si, falta de iniciativa. - Mãe (geralmente nota-se esse tipo de comportamento nas mães) não permite que o filho sofra o mínimo de frustração que é importante para o seu desenvolvimento. Dessa forma, ela deixa de lado sua vida e passa a dirigir toda a sua atenção a esse filho. Freqüentemente essa mulher passa a ter dificuldades no seu relacionamento conjugal e com os outros filhos. Ela não se sente digna de ter um momento para si, não consegue uma descarga adequada para as suas tensões e seu conflito aumenta. Superproteção. A criança que a mãe manifesta esse tipo de conduta pode desenvolver comportamentos como: possessividade e egocentrismo, baixa tolerância à frustração, revolta ou apatia. É comum observarmos nesses pais sentimentos naturais de medo, dor, desapontamento, culpa, vergonha, frustrações e uma sensação geral de incapacidade e impotência. Todos esses sentimentos são naturais, pois são raros os seres humanos que poderiam aceitar de imediato um filho portador de uma deficiência. Durante a orientação psicológica desses pais é imprescindível a criação de um espaço emocional para que esses sentimentos sejam livremente expressos e elaborados, visando uma aceitação do seu filho, pois somente dessa forma os pais poderão ajudar essa criança a conviver com a realidade. O INDIVÍDUO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA No que se refere a personalidade, não existe um tipo ou tipos que definam os indivíduos portadores de deficiência física. O único ponto em comum entre os portadores de deficiência é a própria limitação, ou seja, todos apresentam um déficit que os discrimina da população "normal". Cada indivíduo é um todo integrado e funcional; dessa forma deve ser compreendida sua estrutura de personalidade. Esta é formada por traços herdados e adquiridos: dessa forma a personalidade de um indivíduo apenas poderá ser entendida mediante a totalidade de seus diferentes aspectos: bio-psico-sociais. A deficiência física será vivenciada de formas diversas de acordo com a estrutura de personalidade de cada um. Assim alguns encaram a deficiência como um desafio a ser superado com novas formas de adaptação, busca de outros referenciais. Outros mostram reações negativas de acomodação à situação com momentos depressivos e de angústia. De uma forma geral a deficiência significa: limites de ação e expansão pessoais e conseqüentemente acaba por segregar o indivíduo do convívio social, afastando-o das oportunidades normais de realização (pessoal, profissional, social, afetiva, etc.) Especificamente no caso das crianças portadoras de paralisia cerebral, elas apresentam uma deficiência quanto a consciência de seu próprio corpo: isto devido a dificuldade em relação de seus membros e o seu centro de gravidade que geralmente está sujeito a oscilações. Isto pode levar a uma distorção da noção real de espaço, uma dificuldade de adaptação dessa criança ao mundo nas suas relações de espaço, tempo e relações interpessoais O medo de cair, a aflição ao falar, a insatisfação por não conseguir realizar tarefas trazem momentos de insegurança e ansiedade para essas crianças. São inúmeras as limitações que perturbam e dificultam o desenvolvimento harmônico da personalidade das crianças portadoras de deficiência. A situação de deficiência favorece o aparecimento de estados freqüentes de depressão, insatisfação, insegurança, reações de agressividade, impulsividade, baixa tolerância à frustração. O sentimento de frustração pode levar a comportamentos como: agressividade, desconfiança, ansiedade, condutas regressivas, impaciência, depressão, inveja, bloqueios, fuga, dificuldade de adaptação social. Outro fator importante, que os profissionais de reabilitação, devem considerar, ao trabalharem com indivíduos portadores de deficiência é o nível de expectativa desses pacientes. É imprescindível estimular o indivíduo no sentido de levá-lo progressivamente a atingir melhoras, às crianças é de grande valor esclarecer-lhes sobre as conseqüências de sua deficiência, ajudando-a a conviver com ela e superar suas limitações. O mais importante é manter o nível de expectativa, dos indivíduos portadores de deficiência, dentro da realidade. Ao avaliarmos os aspectos de personalidade da criança e observarmos a necessidade de um acompanhamento psicológico utilizamos a ludoterapia. Esta técnica tem a finalidade de proporcionar um espaço para que a criança possa expressar suas fantasias, desejos e experiências de uma forma simbólica através de jogos ou brinquedos. Sabemos que brincar é o meio de expressão mais importante da criança. De uma forma geral, os objetivos da ludoterapia são: produzir alívio de tensões para a criança, melhorar suas relações com os pais e outros adultos significativos e torná-la socialmente mais adaptada sem se tornar dependente ou passiva. Em outro momento realiza-se, além da avaliação da personalidade do indivíduo portador de deficiência, um estudo do potencial cognitivo das crianças portadoras de paralisia cerebral. Para tanto observa-se os seguintes comportamentos: Físico: locomoção, coordenação motora, orientação da localização e consciência do esquema corporal. Intelectual: linguagem e seu desenvolvimento, compreensão e comunicação verbal ou não verbal, atenção, percepção, discriminação, formação de conceito, associação, habilidade para abstrair, memória, habilidade para imitar, capacidade para adaptar e resolver problemas, raciocínio, orientação no espaço, tempo e seqüência de estímulos, etc. Emocional e Social: atitude da criança em relação aos pais, ao entrevistador e as vindas ao centro de reabilitação, estabilidade, capacidade para enfrentar experiências novas e de se adaptar, recursos que possui, perseveração, tolerância à frustração. Após a observação dos dados citados acima, realiza-se um relato em que conste a qualidade do trabalho da criança e as áreas em que a criança é mais forte ou mais fraca. Assim têm-se uma avaliação qualitativa do potencial intelectual dessa criança visando orientar pais, terapeutas e professores em que áreas existe um potencial a ser explorado. Finalizando, o mais importante para os profissionais que trabalham com os indivíduos portadores de deficiência, seja no caso da paralisia cerebral ou não, é que a criança portadora de deficiência tem as mesmas necessidades de qualquer outra criança. Ela necessita ser amada, valorizada e sentir-se participante do grupo familiar.

sábado, 24 de janeiro de 2009

HIPOTERAPIA...




















O QUE É A HIPOTERAPIA?

É um método global e activo extremamente rico direccionado a indivíduos com dificuldades físicas e mentais, cuja principal ferramenta é o cavalo.

A QUEM É DESTINADA?

É aconselhável a pessoas com problemas mentais, emocionais, surdos, cegos, autistas, problemas físicos e população em geral.


Hipoterapia
Hipoterapia significa tratamento com a ajuda do cavalo e destina-se a indivíduos com deficiência. O cavalo, a passo, produz movimentos tridimensionais que são similares aos padrões de movimento humano e que se encontram alterados nas crianças com problemas motores.
Montar a cavalo oferece benefícios devido à transmissão continua de movimentos do cavalo ao cavaleiro, para além das qualidades da actividade enquanto desporto.
Sessões em grupoDurante as manhãs de terça a sexta-feira, deslocam-se ao Centro Hípico da Costa do Estoril diversos grupos de deficientes para sessões de hipoterapia. Estas pessoas têm o privilégio de estarem ligadas a uma das instituições que colaboram connosco e que levam regularmente os deficientes a actividades como a natação e a equitação. Para os deficientes, estas saídas representam pontos altos dos respectivos quotidianos. Para os colaboradores e os cavalos do Centro Hípico e os voluntários que nos apoiam nas sessões, a alegria deles é espantosa e muito gratificante. As associações que trabalham connosco presentemente são a Associação de Pais e Amigos do Deficiente Profundo, a Cercitop CRL, o Centro de Educação para o Cidadão Deficiente de Mira-Sintra, a Associação Portuguesa de Deficientes e a Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadapatados da Amadora.
Procuramos sempre mais voluntários para ajudar nestas sessões. Não é preciso nenhuma experiência especifica, embora seja útil não ter receio de interagir com cavalos nem com pessoas deficientes. Também aceitamos donativos e patrocínios para apoiar estas associações na hipoterapia.
Hipoterapia individualAlém das sessões em grupo, também trabalhamos a nível individual com alguns indivíduos com deficiência. Moldamos estas sessões em função das necessidades específicas de cada caso, por exemplo usando um pónei em vez do cavalo. Temos assistido a vários casos de progressos fantásticos, que aconteceram graças à interacção com os cavalos. Pessoas com diversos tipos de deficiência podem beneficiar da hipoterapia, por exemplo paralisia cerebral, paraplegia, sindroma Down, sindroma de x frágil, sindroma de Willson, deficiência mental e outras patologias de origem genética.
Quer ajudar?Se tiver interesse em ajudar como voluntário ou patrocinador, entre em contacto conosco!

sábado, 3 de janeiro de 2009

As barreiras dos deficientes...




Este é um assunto muito delicado, as barreiras arquitectónicas para os deficientes físicos. Dos mais pequenos casos até grandes problemas com que estas pessoas se deparam todos os dias nas suas vidas , o que as impede e impossibilita de uma movimentação normal e sem ajudas, pela cidade. Parece que estas pessoas com problemas físicos não são considerados cidadãos o que é grave . Passamos a ver alguns casos com que nos deparamos:







Dois casos em que as passadeiras de peões não têm rampa, o que obriga os deficientes motores a movimentarem-se pela estrada , o que pode ser / é bastante perigoso e também bastante vulgar por toda a cidade.




sábado, 27 de dezembro de 2008

Pessoa com deficiencia tem os mesmos direitos que outra pessoa colecer...



Pessoa com dificiente










Pessoa não deficiente










Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando estabelecem relacionamentos interpessoais com alguém com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.
Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer perguntas muito íntimas.
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes.
Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.
Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Haja com naturalidade e tudo vai dar certo.
Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falha.
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode por exemplo tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.
Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. É sempre bom você avisar, antecipadamente, sobre a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto.
Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").
Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.
No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.
Fique à vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Deficientes buscam emprego,



"Deficientes buscam emprego, mas encontram barreiras mesmo sendo qualificados
um acompanhante para voltar para casa depois do serviço. Escassez de oportunidades e preconceito são obstáculos relatados por pessoas com deficiência que buscam trabalho.
Mesmo no caso de profissionais qualificados, ter diploma universitário ou curso superior em andamento não reduz as dificuldades.
Falta de acessibilidade, atribuição de funções aquém das suas habilidades e desrespeito são alguns dos problemas encontrados por profissionais ouvidos pela Folha.
A biblioteconomista Helena Maranhão, 27, que teve paralisia cerebral e fala e se movimenta com dificuldade, diz ter sido isolada do público em seu último emprego, em uma biblioteca de São Paulo.
Lá, onde trabalhou por três meses, a carteira de trabalho registrava "auxiliar de serviços gerais". Mesmo desempenhando uma função mais qualificada --Maranhão fazia pesquisa para novas aquisições--, a profissional conta que teve de ficar em uma sala fechada.
"Se a empresa tivesse preparo, eu estaria no balcão, em contato com os usuários."
Moradora do Itaim Bibi (zona oeste), Maranhão tem acesso a tratamento médico e a
Mas, na empresa em que trabalhou e de que foi demitida por "não atender às expectativas", ela não tinha acesso a um teclado especial, o que agilizaria seu trabalho.
Apesar de concorrer a vagas reservadas a deficientes, a profissional recebe ligações que mostram o despreparo de recrutadores. "Perguntam se estou bêbada. Nunca pensam que é a minha voz normal", diz.
Acesso
Fernanda Bucci, 25, cursou psicologia até o segundo ano na Unip (Universidade Paulista). Moradora de Perdizes (zona oeste), fala e se locomove com dificuldade, devido à falta de oxigenação que sofreu no momento do parto.
A profissional ressalta que pode assumir muitas funções, mas, para isso, precisa de um mínimo de acessibilidade.
Ela conta já ter ido a mais de 20 entrevistas de emprego desde que saiu da empresa do pai, em 2007. Mesmo lá, sendo filha do dono, conta que o preconceito era grande. "Tinha dificuldade para que cumprissem as minhas ordens", afirma.
Outros profissionais relatam que, mesmo quando conseguem uma vaga, são alocados em funções que estão aquém da sua qualificação.
A jornalista Leandra Migotto, 31, cadeirante, diz que foi "subaproveitada" na emissora de TV em que trabalhou. "Colocaram-me no telemarketing, não me deram chance", relata.
Já o estudante maranhense Alex Pereira, 33, desistiu de procurar emprego na iniciativa privada, depois de ter sofrido gozações em um trabalho. Ele pretende terminar a faculdade de jornalismo e prestar um concurso público. "

sábado, 13 de dezembro de 2008

Dicas quando você encontrar uma pessoa com deficiência.














Dicas para quando você encontrar uma pessoa com deficiência.
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não-deficientes.
Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.
Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo.
Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser melhor desenvolvida sem assistência.
Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.


Porque tarabai sumos igual as outros pessoas nas com algumas dificuldades .

sábado, 6 de dezembro de 2008

As diculdades da vida











Os mais de 630 mil portugueses com algum tipo de deficiência enfrentam diariamente com muitas barreiras arquitectónicas nos transportes, edifícios e emprego, constataram os autores do estudo, que se basearam no testemunho de 1.213 deficientes.
Três em cada quatro deficientes sentem grandes dificuldades em usar os transportes públicos e, por isso, mais de metade nunca os utilizou, revela um estudo da revista Devo Proteste a publicar na edição de Fevereiro. Os mais de 630 mil portugueses com algum tipo de deficiência enfrentam diariamente muitas barreiras arquitectónicas nos transportes, edifícios e emprego, constataram os autores do estudo, que se basearam no testemunho de 1.213 deficientes (67% com limitações motoras e 30% com problemas a nível da visão ou audição).
Para 71% dos inquiridos o uso de transportes públicos apresenta grandes dificuldades. Os maus acessos para chegar às estações, as dificuldades em entrar e sair dos veículos e em encontrar funcionários disponíveis para ajudar são as principais queixas. Por isso, mais de metade dos inquiridos nunca andou de eléctrico, comboio, metro ou autocarro e 68% deslocam-se de carro.
Para comprar carro, 30% teve direito a benefícios fiscais ou foram reembolsados, mas mais de metade das pessoas que fizeram alterações no veículo devido à sua condição referiram a falta de ajudas financeiras. Os deficientes revelaram também grandes dificuldades no acesso a actividades de lazer, quando têm de ir ao hospital ou centro de saúde, quando precisam de levantar dinheiro ou aceder a edifícios públicos, como os correios.
As actividades de lazer fora de casa são raras por impedimentos relacionados com a condição física (71%) e preço elevado (34%). Mais de metade dos inquiridos disse que a maioria dos locais desportivos e de convívio não tem condições para se movimentar. No último ano, menos de 30 % visitou um museu. A maioria dedica o seu tempo livre a ver televisão e DVD e cerca de metade nunca navegou na Internet. Muitos sítios da rede ainda não têm descrições áudio, comando verbal, interpretação gestual ou legendas, para facilitar a utilização.
Em casa, continua o cenário de desigualdade. Os Censos de 2001 indicaram que 37,4% das pessoas com deficiência residiam em edifícios não acessíveis. Além das barreiras arquitectónicas, muitos deficientes enfrentam barreiras no crédito à habitação devido à exigência de contratar um seguro de vida, que algumas seguradoras recusam a que seja portador de algum grau de invalidez ou deficiências. Mais de um terço dos inquiridos têm uma profissão, mas sentem dificuldade em desempenhá-la: 43% aponta falta de condições nos acessos, 26% falta de adaptação das casas-de-banho e 22% obstáculos na circulação. Para os que precisam de ajuda nas tarefas domésticas, o preço é o principal impedimento, já que o custo elevado impossibilita um quarto dos inquiridos de aceder a um serviço de assistência. A revista da associação de consumidores DECO assinala que o Orçamento de Estado para 2007 veio limitar os direitos dos contribuintes com deficiência (com incapacidade permanente, igual ou superior a 60%, para o fisco).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

dia mundial da pessoa com deficientes...



Hoje é mais um dia em que as pessoas ditas normais de lembram que há pessoas "diferentes" delas. Essas mesmas pessoas não parece que se lembram que há todos os dias pessoas "diferentes" ou por nascença ou por acidente.
Eu posso dizer que sou uma pessoa felizardo em ser "diferente" das pessoas que pensam que não têm problemas físicos ou que pensam que só pode acontecer aos outros, mas que lhes pode acontecer à pessoa mais próxima de si.
Posso dizer que, este ano, terminei o meu 12º ano. Custou mas consegui finalmente concretizar mais uma das minhas etapas da vida. Em Setembro, decidi ir ao centro de emprego para ver ser poderia arranjar algum emprego para mim. Lá sugeriram-me eu entrar na instituição Associação de Beneficência Popular de Gouveia (ABPG). De início pensei que não gostei muito da ideia, mas com a continuação da conversa, fui pensado melhor e decidi aceitar a proposta, mesmo porque não era obrigada a ficar lá se não quisesse. Teria 3 meses para me adaptar.
Entrei para a instituição em Outubro e até agora estou a gostar de lá estar. Conheci novas pessoas, pessoas de maneiras diferentes, com diversas dificuldades, diversas deficiências. Fez-me bem entrar para a ABPG. Sinto que posso fazer muito por muita gente e sinto que essas mesmas pessoas fazem muito por mim também.
Isto tudo para dizer que existem pessoas de todos os lados com as suas deficiências, suas dificuldades, mas que se podem ajudar mutuamente. Mas acho que se pode fazer muito mais pelas pessoas com deficiência pois não é só nas instituições que existem as pessoas com deficiências. Existe nos hospitais, nas clínicas, nas Câmaras, nas escolas e até mesmo fechados em casa para se esconderem da sociedade que olha-nos de lado, que nos rejeita e que às vezes consegue fugir de nós com medo de serem contagiadas pelas doenças que não são transmissíveis.
As pessoas têm que começar a perceber que somos todos iguais apesar das nossas diferenças físicas. Somos todos feitos de carne e osso, temos todos pensamentos, sentimentos. É verdade que há pessoas que têm distúrbios mentais, mas não precisamos as descriminar, basta um simples sorriso para as fazer feliz, e não é virando as costas que os problemas se vão resolver.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O que é a Paralisia Cerebral?


Em cada 1000 bebés, em média dois serão afectados por Paralisia Cerebral.
Há um enorme espectro de gravidade. Algumas crianças terão perturbações ligeiras, quase imperceptíveis. Outras terão grave incapacidade, sendo totalmente dependentes nas actividades da vida diária.

Para além das perturbações motoras, são frequentes nas pessoas com Paralisia Cerebral: atraso cognitivo, perturbações visuais e auditivas, epilepsia, dificuldades de aprendiz agem e défice de atenção. Nas formas tetraparéticas são ainda comuns dificuldades alimentares, perturbações nutricionais e infecções respir€atórias

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

ola

Olá eu só o Jorge e nasci com um problema tenho paralisia cerebral com muita pena minha mais acho que não sou menos do que os outros .







EU sou uma pessoa com paralisia cerebra e qaum esta nesta foto sou eu mais eu realizo esta pagina sozinho sem quer tipo de ajuda de outras pessoas.